2016/10/19

Apocalipse 16 — Comentário Evangélico

Apocalipse 16 — Comentário Evangélico

Apocalipse 16 — Comentário Evangélico



Apocalipse 16 

I.     Úlceras malignas (16:1-2)
Essa passagem lembra a sexta praga do Egito (Êx 9:9), em que arrebenta­ram úlceras nos egípcios. No versí­culo 2, a palavra “perniciosas” tem o sentido de “ofensivo, vexatório”. Deus prometera enviar essa praga a Israel, se a nação se rebelasse con­tra ele (Dt 28:27,35); sem dúvida, os crentes judeus sofrerão junto com os descrentes gentios. Observe que, no derramamento da quinta taça (v. 11), essas úlceras também atormentarão o mundo. A desgraça não amolece o coração deles; os homens ainda blasfemam contra Deus e se recu­sam a curvar-se diante dele.
II.     Transformação de água em sangue (16:3-7)
Nesses versículos, são derramadas duas taças. O segundo anjo trans­forma o mar em sangue, e a terceira taça transforma as fontes e os rios em sangue. Mais uma vez, isso lem­bra-nos a primeira praga do Egito (Êx 7:18; Sl 105:29) e também a se­gunda trombeta (8:8ss). No entanto, o julgamento da trombeta transfor­ma apenas um terço do mar em san­gue; aqui, todas as fontes de água do mundo são corrompidas, poluí­das! O anjo das águas (veja 7:1-2 e 14:18) louva a Deus por esse julga­mento e declara que é justo. As pes­soas da terra derramaram sangue, portanto devem beber sangue. Ao longo da Bíblia, vemos a aplicação dessa regra. O faraó afogou meni­nos hebreus; assim, seu exército afogou-se no mar Vermelho. No re­lato de Ester, Hamã fez uma forca para pendurar Mordecai, no entan­to ele e seus filhos foram enforca­dos nela! O versículo 7 mostra que almas sob o altar estão satisfeitas; Deus respondeu à oração delas e vindicou-as (6:9).
III.      Fogo e trevas (16:8-11)
Os julgamentos do quarto e do quin­to anjos envolvem os céus. O quarto anjo fez com que o sol queimasse os homens. Esse é um contraste nítido com o julgamento da trombeta de 8:12 em que a terça parte do sol foi escurecida. Nesse caso, Deus per­mite que o sol queime os homens a fim de dar-lhes uma antecipação de como é o inferno. Esse é o dia que “arde como fornalha”, prometido por Malaquias (Ml 4:1-2). Os peca­dores se arrependeram? Não! Essa é a dureza do coração humano!
O quinto anjo traz trevas. É possível que essa escuridão cubra apenas o local em que está locali­zado o trono da besta. Essas trevas fazem paralelo com a nona praga do Egito (Êx 10:21-23). Satanás é o príncipe das trevas, portanto é jus­to que a escuridão invada o reino dele. Joel 2:1-2 declara que o Dia do Senhor será “de escuridade e densas trevas”. Em Marcos 13:24, veja a profecia de Cristo. Imagine a agonia dos homens em aguentar as dores das úlceras incuráveis no escuro! Isso é mais uma antecipa­ção do inferno. Mesmo assim, eles não se arrependerão. Como William Newell disse: “Os homens que não são ganhos pela graça, não o são de forma alguma”.
IV.    A reunião dos exércitos (16:12-16)
Deus, quando libertou Israel do Egito, secou o mar Vermelho para a nação passar. Aqui, ele seca parte do rio Eufrates para que os exércitos dos reis do Oriente se encontrem com os das nações do mundo em Armagedom. Uma tradução melhor para a palavra “peleja” (v. 14) se­ria “campanha”. Você se lembra de que, por volta do meio da tribula- ção, a Rússia e seus aliados invadi­ram a Palestina (batalha de Gogue e Magogue; Ez 38—39) e foram julga­dos pelo Senhor. Isso deixou a bes­ta com o controle total do sistema mundial e estabeleceu a sede de seu governo em Jerusalém. Contudo, a Rússia, os reis do Oriente e o Egi­to juntam forças para combater os exércitos da besta, em Armagedom. A palavra “Armagedom” significa “monte de Megido”. Há muito tem­po, essa área é reconhecida como um dos maiores campos de batalha do mundo, e a batalha entre Cristo e o anticristo se dará nesse local.
Como esses exércitos são reu­nidos? A trindade satânica usa de­mônios para reuni-los (vv. 13-14). Essas não são rãs de verdade; elas simbolizam os recursos demonía­cos que Satanás usará para reunir o maior exército da história do mun­do para lutar contra o Senhor. (Veja 1 Tm 4:1, Êx 8:5-7 e 1 Rs 22:20-38.) Os exércitos se reunirão para atacar Jerusalém, depois aparecerá o si­nal do Filho do Homem (Mt 24:29-30), e os exércitos se unirão contra Cristo. Apocalipse 19:11-21 relata o resultado desse confronto. Leia também Joel 3:9-14, Sofonias 3:8, Zacarias 12 e Isaías 24:1 -8.
O versículo 15 é uma promes­sa para os santos que estarão na ter­ra nessa época. Em 1 Tessalonicenses 5:2, fica claro que a igreja não será pega desprevenida. Apocalip­se 18:4 apresenta uma advertência em que Cristo pede que seu povo se guarde do mundo e não se macule com os esquemas satânicos. Man­tenha suas vestes puras (2 Co 7:1). Esse é um bom conselho para os santos de hoje. 
V.    O fim do mistério de Deus (16:17-21)
Em Ap 10:6-7, o Senhor prometeu que após o derramamento da sétima taça terminaria o “mistério de Deus”, e, agora, essa promessa se cumpre. Essa seção descreve eventos que aguardam a queda da Babilônia e o retorno de Cristo para reinar sobre a terra. A sétima taça inclui o que acontece nos capítulos seguintes (caps. 17—19).
Por que o sétimo anjo derra­mou a sua taça pelo ar? Porque esse é o reino designado para Satanás, “o príncipe da potestade do ar” (Ef 2:2). Os julgamentos tocaram o mundo da natureza e a humanidade, mas não o “responsável” por tudo isso — Satanás. Todavia, a partir desse ponto, Cristo lidará com o sistema religioso (cap. 17) e político (cap. 18) e com o exército de Satanás (cap. 19) e com a “antiga serpen­te” (20:1-3). Quando a sétima taça é derramada, o trono e o templo do céu dizem, uníssonos, “Feito está!”.
O mistério de Deus está terminado! As almas sob o altar não precisam mais perguntar “Até quando?”. Essa declaração lembra as palavras de Cristo na cruz “Está consumado!”. Deus dirá de novo “Tudo está fei­to!”, quando anunciar a nova terra e o novo céu (21:6). O terremoto divide Jerusalém  (veja 11:8) em três partes; veja Zacarias 14:4. Mas outras grandes cidades do mundo também cairão, não apenas Jerusalém, e a grande Babilônia vem para o julgamento. 
A Babilônia, em Apocalipse 17, é a igreja apóstata dos últimos dias e, Ap 18, o sistema político-econômico da besta. A chuva de pedras (v. 21) lem­bra a sétima praga do Egito (Êx 9:22-26) Imagine pedras com 56 quilos, peso de um talento de prata na época de João. Levítico 24:1 6 afirma que os blasfemadores devem ser apedrejados até a morte, portanto os homens que continuaram a blas­femar contra Deus receberão o que merecem (vv. 9,11,21).
Os capítulos 17 e 18 apresentam a Babilônia que tipifica o último gran­de sistema mundano com o qual o Senhor tem de lidar antes do retorno de Cristo. O capítulo 17 enfatiza o aspecto religioso do sistema, e o 18, o comercial. A besta destruirá o sis­tema religioso babilônio (17:16-18), e Deus, o comercial.

Índice: Apocalipse 1 Apocalipse 2 Apocalipse 3 Apocalipse 4 Apocalipse 5 Apocalipse 6 Apocalipse 7 Apocalipse 8 Apocalipse 9 Apocalipse 10 Apocalipse 11 Apocalipse 12 Apocalipse 13 Apocalipse 14 Apocalipse 15 Apocalipse 16 Apocalipse 17 Apocalipse 18 Apocalipse 19 Apocalipse 20 Apocalipse 21 Apocalipse 22

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