2009/06/24

Comentário de João 16:10

Da justiça, porque eu vou para meu Pai,... A “justiça” aqui falada, no primcomentario biblico, evangelho de joão, novo testamentoeiro sentido da palavra, projeta a retidão pessoal de Cristo. Os judeus tiveram-no como um homem mau, disseram ser ele um pecador, e um amigo de publicanos e pecadores; que ele era culpado de blasfêmia e sedição, mantinha uma familiaridade com Satanás, sim, que ele tinha um demônio: agora o Espírito de Deus, pela boca de Pedro, no dia de "Pentecostes", provou, para a convicção dos Judeus, que tudo isso era uma difamação; que Cristo era um homem inocente, uma pessoa santa, e íntegra, e um homem aprovado por Deus entre eles, como eles estavam conscientes, Atos 2:22; de tudo que, o seu andamento para o Pai, e sendo recebido por Ele, era uma prova plena e cabal da demonstração de suas perfeições. A efusão do Espírito daquela maneira extraordinária nos discípulos, mostrou que ele tinha, de fato, ido para o Pai, e tinha recebido dele a promessa do Espírito Santo, que ele derramou então sobre eles; e a sua ida para o seu Pai, e sendo ele fixado por Ele à sua mão direita dele, fez isto claramente como prova de sua procedência divinal, e que ele não era nenhum impostor; que ele estava livre de toda e qualquer acusação injusta que os Judeus, tão desesperadamente, lançavam contra ele. Além disso, isto também pode ser muito bem entendido da retidão mediatorial de Cristo que ele, como a segurança e salvação do seu, devia operar e realizar pelo seu povo, em obediência para com a lei de Deus; qual santidade exigida da natureza, perfeição de obediência, e, acima de tudo, por suportar a penalidade, a morte; tudo isso que se enquadrava com Cristo, e assim a retidão inteira da lei foi cumprida por ele; e que é imputado por Deus como a retidão, justificando todos aqueles que acreditam em Jesus; e a prova de que ele operou isso, veio de sua ida para o Pai; pois como isto era a trabalho sobre a qual ele veio, a vontade do seu Pai para a qual ele veio fazer, e, não sendo ela realizada, seria razoável pensar que ele nunca teria encontrado tal acolhimento: além disso, a doação do Espírito por causa de sua operação, claramente demonstra isto: igualmente, na obra comum do Espírito de Deus nas almas do seu povo, ele sempre os convence da necessidade de uma retidão para justificá-los diante de Deus, para fazê-los aceitáveis à sua vista, e lhes dar um direito para a glória divina; pois, para admiti-los sem uma retidão, ou qualquer pessoa injusta lá, estaria ao contrário da justiça de Deus, desagradável à pura e santa natureza dele, e destrutivo ao conforto e felicidade dos santos. Ele, o Espírito de Deus, convence os homens da insuficiência da própria retidão deles para tal propósito; que eles não têm nenhuma retidão que mereça o nome de justos, e que o que eles têm não os justificará diante de Deus, nem os colocará na glória celestial: e isto que ele faz, lhes mostrando a corrupção da natureza deles, os seus pecados diários e fraquezas, em pensamentos, palavras, e ações;[1] a pureza das perfeições divinas, e a espiritualidade da lei de Deus, o qual quando um homem for completamente consciente de tais, ele nunca poderá esperar justificação diante de Deus pela sua própria retidão: consequentemente, o Espírito de Deus procede a convencer os homens da glória, excelência, plenitude, e aceitação pela retidão de Cristo; o qual ele faz, revelando isto a eles no Evangelho, operando fé neles, ao passo que esperam nele; quando eles desejam ser achados em Cristo, enquanto confiando apenas nele, e nunca em si mesmos; quais convicções aparecem pelos pensamentos maus que eles têm da própria retidão deles, tendo fome for Cristo, negando todas as coisas por ele, tendo dependência exclusiva em Sua justiça, e satisfação por meio dela; e assim, convencer disto é o trabalho peculiar do Espírito, visto que, por natureza, todos os homens estão caídos, e são ignorantes de Cristo. É somado ainda…

E vós não me vereis mais;… Os discípulos veriam a Cristo, e, de fato, o viram depois de sua ressurreição, e verão com o resto dos santos uma segunda vez: mas o significado é que eles não o veriam mais nessa condição humilde e terrena, em um estado de humilhação, na forma de um servo, tendo fielmente realizado sua inteira obra, e particularmente da sua justiça que ele veio trazer.



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Notas

[1] Em contraste com a Lei tríplice cristã, de amá-Lo de todo coração, mente e força. – Mateus 22:37. N do T.

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