2019/08/26

Interpretação de Números 20

Interpretação de Números 20

Interpretação de Números 20



Números 20

V. Do Deserto de Zim às Estepes de Moabe. 20:1 – 22:1.
De Nm. 33:36 podemos deduzir que no fim dos anos da peregrinação, Israel se encontrava em Eziom-Geber, no litoral norte do Golfo de Ácaba. Dali entraram no Deserto de Zim, no qual se localizava o oásis chamado Cades, um termo usado em 33-36 para designar uma área extensa. Pediram passagem pelo Edom através da antiga rota comercial, o caminho real, mas o pedido não foi aceito. Estes capítulos indicam que Edom, Moabe, os amorreus e os cananitas controlavam muitas fortalezas estabelecidas no Neguebe e Transjordânia. Estando acampados no Monte Hor, Israel lutou contra Arade, o cananeu, e o derrotou. A esta altura (21:4) seguiram para o sul pelo caminho de Yam Suph (aqui o Golfo de Ácaba) para evitar um conflito com os edomitas.
Finalmente viajaram para o norte, no Vale de Arabá, até que alcançaram o Wadi Zered, esquivando-se de Moabe pelo leste e Seguindo para o norte até Amom, depois para o oeste novamente pelo caminho real. O território ao norte do rio Amom, chamado de “as Estepes de Moabe”, eles o capturaram derrotando Seom, o rei amorreu, que o conquistara dos moabitas. Mais terras a leste do Jordão foram conquistadas, derrotando Ogue, rei de Basã. O restante de Números (depois da história de Balaão) foi dedicada ao preparo desta nova geração para maiores conquistas a oeste do Jordão.
Números 20
A. O Deserto de Zim. 20:1-21.
1) O Pecado de Moisés. 20: 1-13.
1. Chegando . . . Israel . . . ao deserto de Zim, no mês primeiro. Zim (Sin) fica entre o aclive do Acrabim, a sudoeste do Mar Morto, e Cades (20: 16; 34: 3). Embora o ano não fosse mencionado, deve ter Sido no fim do trigésimo nono ou o quadragésimo ano depois do Êxodo. Pois eles prosseguiram de Cades para o Monte Hor (20:22), onde Arão morreu; e 33:38 nos conta que ele morreu no quadragésimo ano.
5. Não é de cereais, nem de figos, nem de rides, nem de romãs, nem de água para beber. Quando Nelson Gluek descreve a importância da água no Neguebe (Rivers in the Desert, págs. 20-25) torna plausível a simpática atitude divina para com esta queixa (pág. 16).
8. Falai à rocha, e dará a sua água. Uma rocha dando água, indica que esta água da rocha era a coisa esperada. O milagre consistia em Moisés saber qual a rocha que estava pronta a dar água e no fato de que tinha apenas de lhe falar.
10. Ouvi, agora, rebeldes, porventura faremos sair água. Salmo 106:32, 33 dá o comentário divino sobre estas palavras. O povo estava zangado com Moisés, “tornando seu espírito amargo a ponto de proferir palavras ásperas”. Não foi Deus, mas Moisés que ficou zangado com o povo. Por isso o pronome nós oculto, era uma forma de blasfêmia.
11. Feriu a rocha duas vezes. Se Moisés tivesse apenas falado à rocha, conforme orientação do Senhor, o milagre teria destacado o poder de Deus. Conforme aconteceu, Moisés tomou o lugar de Deus, em palavras e atos.
12. Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel (conf. v. 24). O pecado de Moisés foi uma recusa obstinada de desviar a atenção de si mesmo para o poder de Deus, santificando assim o Senhor diante dos olhos do povo. Moisés e Arão partilharam do castigo deste pecado, pois Deus dissera; “Falai (plural) à rocha”. Depois do ato ele disse : “Não fareis (plural) entrar este povo na terra que lhe dei”.
13. São estas as águas de Meribá. O lugar não foi cognominado Meribá depois do incidente, como Refidim quarenta anos antes (Êx. 17:7); mas a água foi agora intitulada de “águas da contenda” (meriba) porque os filhos de Israel contenderam com o Senhor.
2) O Pedido para Atravessar Edom. 20:14-21.
14. Enviou Moisés. . . mensageiros . . . Assim diz teu irmão Israel. Os edomitas eram descendentes de Esaú (Dt. 23:7). Moisés declarou a verdade com diplomacia.
16. Em Cades, cidade nos confins do teu país. A fronteira de Edom tem sido considerada como o lado oeste do Vale de Arabá. Se a presente identificação de Cades no 'Ain Qadeis (ou 'Ain el-Quderat) for correta, então a fronteira de Edom devia se estender pelo Neguebe adentro. Isto dá uma ideia da extensão da influência de Edom, uma vez que as fronteiras reais só se estabeleciam pelo controle de certos postos chave.
17. Pela estrada real. Era uma antiga rota de caravanas. Muito antes de Moisés, já era usada como importante artéria pública. O versículo 19 chama-a de estrada pública (mesilla).
20. E saiu-lhe Edom ao encontro com muita gente, e com mão forte. Não houve luta, porque o propósito de Deus era não dissipar as forças de Israel aqui, mas reservá-las para a dura luta contra os amorreus, cuja terra era necessária por causa do acesso a Canaã.
B. A Área do Monte Hor. 20:22 – 21:3.
1) A Morte de Arão. 20:22-29.
22. Então partiram de Cades; e . . . foram ao monte de Hor. A localização do Monte Hor (Hor heiheir) é indefinida. Muitos pensam que seja Jebel el-Medra, que fica exatamente a leste do Vale de Arabá. Outros acham que o lugar é alguma montanha a noroeste de Cades. Esta última ideia se encaixaria na descrição que Moisés faz da esfera do poder de Edom, uma vez que o Monte Hor ficava na fronteira de Edom (v. 23). Moisés, em Dt. 1:44, supõe que Seir (uma designação para Edom) fica no Neguebe, o que se encaixaria na opinião de que a fronteira de Edom não confinava com o Wadi Arabá. A descrição da fronteira meridional de Israel em Nm. 34:1-5 e Js. 15:1-12 coloca ambas, as fronteiras de Israel e Edom, muito ao oeste de Arabá, perto de Cades-Barneia, a caminho do rio do Egito (Wadi el ‘Arish).
23. No monte de Hor, nos confins da terra de Edom. Isto não significa que a montanha ficasse justamente sobre a fronteira do Edom. Talvez fosse aperto uma mineira de diferenciá-la do outro Monte Hor de 34:8. Diversos lugares eram chamados Cades (sagrado) e tinham de ser diferenciados, como, por exemplo, Cades-Barneia, Cades Naftali e Cades sobre o Orontes.
28. Moisés, pois, despiu a Arão de suas vestes, e vestiu com elas a Eleazar. Eram as vestes Sagradas de Êx. 39, símbolo do sumo sacerdócio. Elas distinguiam Arão – e agora, Eleazar – como mediador escolhido por Deus, cujo ministério ensinava ao povo que Deus era o seu Amigo Todo-poderoso e Sempre-santo.

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