2019/09/02

Estudo sobre Ezequiel 39

Estudo sobre Ezequiel 39

Estudo sobre Ezequiel 39




Ezequiel 39
c) Terceiro oráculo contra Gogue (39.1-16). Esse oráculo recapitula a ênfase do primeiro oráculo contra Gogue (38.1-13) e amplia a ameaça de aniquilamento. A enormidade das tropas sob o comando de Gogue é indicada pela predição de que serão necessários sete meses para juntar e enterrar os ossos, enquanto as suas armas deixadas suprirão os israelitas com lenha durante sete anos.
v. 2. Farei você girar, repetido de 38.4, mas enquanto lá pode ser um eco de Is 37.29 (“e o farei voltar pelo caminho por onde veio”), como se Gogue estivesse no seu caminho de volta do extremo sul do seu avanço quando o desastre caiu sobre ele, aqui a expressão serve de introdução para o fato de ele ser arrastado e trazido do extremo norte (cf. 38.15) contra os montes de Israel. W. Zimmerli pode estar certo ao levantar a possibilidade de que tanto aqui como em 38.4 haja uma indicação de um primeiro Gogue do passado agora trazido de volta para conduzir essa última invasão, v. 4. Nos montes de Israel você cairá: os montes que ele pretendia atacar (v. 2). A causa da sua queda é a direta ação divina (cf. v. 3). v. 6. Mandarei fogo sobre Magogue: a terra natal de Gogue também será visitada com juízo. O acréscimo das regiões costeiras, i.e., as praias e ilhas do mar Egeu (cf. 26.15; Gn 10.5), dá apoio à localização de Magogue no oeste da Ásia Menor. v. 7. o meu santo nome...: cf. 36.20-23. o Santo de Israel: no hebraico, aqui é “o Santo em Israel” (assim ARA, ARG), uma variante do título muito usado por Isaías: “o Santo de Israel”.
v. 11. darei a Gogue um túmulo: o único memorial que ele vai ter em Israel, por todas as suas ambições, no vale dos que viajam para o oriente: melhor “o vale dos Aberim” (BJ), i.e., Pereia; cf. “os montes de Abarim”, que incluíam o monte Nebo (Nm 33.47,48; Dt 32.49). na direção do Mar. i.e., o mar Morto (cf 47.8ss). Ele bloqueará o caminho dos viajantes: BJ: “o vale que barra os passantes”. Hamom-Gogue: i.e., “hordas de Gogue” (nota de rodapé da NVI). v. 14. a terra será purificada-. cadáveres insepultos maculavam a terra. v. 16. uma cidade à qual se dará o nome de Hamoná: não identificada.
d) Uma festa sacrificial (39.17-20). O convite horrível feito nesse parágrafo (repetido em Ap 19.17,18) amplia o que é dito no v. 4 acerca das aves e animais de rapina que se alimentam do exército derrotado de Gogue. Aqui o exército é descrito em termos de animais sacrificiais: carneiros, cordeiros, bodes e novilhos, todos eles animais gordos de Basã (v. 18). gordura e sangue (v. 19) não eram comidos pelos israelitas, mas esses festejadores não têm esse tipo de escrúpulos, mesmo diante do que Deus chama de minha mesa (v. 20).

2) Mais promessas de restauração (39.21-29)
As promessas resumidas aqui foram desenvolvidas em 36.16-38; 37.11-14. v. 24. escondi deles o meu rosto cf. Is 8.17. Com o derramamento do Espírito de Deus (cf. 36.26, 27; 37.14; J1 2.28-32), o seu favor é renovado para com o seu povo. A derrota de Gogue vai confirmar a lição já ensinada pelo exílio de Israel e sua consequente restauração: o propósito de Deus é que Israel e todas as nações saibam que ele é Javé — e vejam o seu nome vindicado e o seu caráter manifesto. Foi a sua justiça, e não a sua fraqueza, que enviou o seu povo para o exílio; e foi a sua justiça que trouxe o povo de volta.

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