Significado de João 11

Significado de João 11

Significado de João 11


João 11

11.1 — Betânia, um pequeno vilarejo ao sul do monte das Oliveiras, ficava cerca de três quilômetros de Jerusalém (v. 18).

11.2 — Maria era aquela que tinha ungido. Quando João escreveu esse capítulo, o episódio da unção era bastante conhecido, então ele o usou para distinguir essa Maria das outras mulheres de mesmo nome.

11.3 — Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas. O recado simplesmente diz que Lázaro estava enfermo. Embora as irmãs não peçam nada a Jesus, a fé de que Ele poderia curar o irmão está implícita aqui.

11.4 — A declaração não é para morte significa que o resultado final não seria a morte. Seja glorificado. Jesus revelaria Seu poder sobre a morte por meio da ressurreição de Lázaro.

11.5-8 — Ficou ainda dois dias. O propósito de Deus era glorificar Seu Filho (v. 4) e fazer com que os discípulos de Jesus crescessem na fé. Se Jesus tivesse se apressado para curar Lázaro, este não teria morrido, e, desse modo, Jesus não poderia manifestar Sua glória ao ressuscitá-lo. O tempo em que Deus. cumpre Seus propósitos é perfeito. Entretanto, os discípulos estavam temerosos, pois sabiam que Jesus poderia ser morto se voltasse à Judeia.

11.9,10 — Doze horas era exatamente meio dia, o horário mais adequado para trabalhar. O que Jesus está dizendo aqui é que a obra de Deus tem de ser feita sempre que houver oportunidade para fazê-la. Era como se estivesse dizendo: Eu ainda tenho tempo; eu não vou morrer até que meu trabalho esteja terminado.

11.11-14 — Lázaro [...] dorme. A Bíblia usa o verbo dormir em várias passagens para se referir à morte (Gn 47.30; Mt 27.52; 1 Ts 4.13). Todavia, nenhuma dessas passagens indica um estado de sono da alma ou de inconsciência. A morte para os santos é livramento dos problemas deste mundo, mas a plena consciência da vida eterna (Fp 1.23).

11.15 — E folgo, por amor de vós. Jesus não estava contente (nvi) por Lázaro ter morrido, mas pela chance que os discípulos logo teriam de testemunhar um milagre extraordinário. Eles já criam (Jo 2.11), mas cada novo desafio era uma oportunidade para que a fé deles crescesse (compare com 2 Pedro 1.5-8).

11.16 — O nome Dídimo no grego significa gémeos, termo sugestivo para demonstrar a luta interna de Tomé entre fé e incredulidade. Ao que parece, ele era dedicado a Jesus, mas também tinha a tendência de olhar para o lado ruim das coisas. Jesus disse vamos ter com ele [com Lázaro], para que os discípulos cressem também (v. 15). Porém, Tomé disse: Vamos nós também, para morrermos com ele. Enquanto Jesus via uma oportunidade para a fé de Tomé crescer, Tomé via apenas a possibilidade da morte. Contudo, por causa da lealdade que dedicava ao Mestre, ele foi.

11.17-20 — Veja o contraste de personalidades. Marta era uma mulher de ação, enquanto Maria era uma mulher de quieta reflexão (Lc 10.38-42).

11.24 — A fé dos judeus piedosos os levava a crer na ressurreição (compare com Daniel 12.13), mas essa fé era rejeitada pelos fariseus (compare com Mateus 22.23; Atos 23.8).

11.25-27 — Jesus é a ressurreição para todos que creram antes de morrer fisicamente e é a vida para aqueles que ainda estão vivos. Quando Jesus perguntou a Marta se ela cria, a resposta dela foi semelhante às palavras de João para descrever o propósito do seu Evangelho (Jo 20.31). Para receber a vida eterna, é preciso ter fé em Jesus, que é o Cristo, o Filho de Deus, que veio a este mundo para dá-la a todos que creem.

11.28-30 — Em segredo. Marta disse somente a Maria que Jesus viria, para que ela o encontrasse sozinha.

11.31 — Seguiram-na. A discrição (v. 28) não deu certo. Chorar aqui significa prantear e lamentar. Refere-se a uma expressão profunda de pranto, lamento e pesar, não apenas ao derramar de lágrimas.

11.32 — Se tu estivesses aqui. Maria disse ao Senhor a mesma coisa que Marta tinha dito (v. 21). Certamente elas haviam falado sobre isso alguns dias antes.

11.33,34 — Moveu-se muito em espírito. Jesus ficou profundamente comovido. Perturbou-se, ou seja, ficou tomado de emoção, abalado. Jesus se condoeu do sofrimento de Maria e indignou-se com as lamentações hipócritas dos Seus inimigos.

11.35,36 — Chorou significa derramou lágrimas. Mas Jesus não pranteou um lamento sem esperança como os outros (v. 33). Ele sabia o que iria acontecer, mas Sua compaixão o levou às lágrimas. Ele sentiu a dor que a morte de Lázaro havia causado aos outros.

11.37 — Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse? Alguns interpretaram as lágrimas de Jesus como sinal de que Ele não poderia fazer mais nada. E então reclamaram por Ele ter curado outros antes, e não ter feito o mesmo com Lázaro, impedindo que morresse.

11.38,39 — Era uma caverna. Ter um jazigo indica que se tratava de uma família rica.

11.40-42 — Não te hei dito? Ao que parece, a declaração de Jesus aqui é uma referência aos versículos 25 e 26 e uma resposta aos mensageiros descritos no versículo 4- E bem provável que Ele tenha dito isso em outras duas ocasiões que não foram relatadas.

11.43,44 — Clamou com grande voz. Esse clamor em alta voz foi o resultado de uma forte emoção ou a tentativa de que todos pudessem ouvir. Lázaro, vem para fora. Agostinho disse certa vez que, se Jesus não tivesse chamado especificamente por Lázaro, todos os mortos sairiam dos túmulos em obediência ao comando da voz de Jesus (Jo 5.28). Ressuscitar Lázaro foi o sinal da soberania de Jesus como o Messias, pois o maior milagre de todos era trazer alguém de volta à vida.

11.45-48 — Virão os romanos e tirar-nos-ão o nosso lugar e a nação. O termo lugar aqui diz respeito a Jerusalém e ao templo. Pode-se observar nesse episódio a verdadeira preocupação dos líderes judeus. Eles não estavam indignados com a suposta blasfêmia de Jesus, mas sim com a possibilidade de perderem seu status de líderes, sua posição de autoridade.

11.49-52 — Na opinião de Caifás, Jesus devia morrer para que a nação não fosse ameaçada. João ainda acrescenta que, pela posição que ocupava, Caifás usou a Palavra de Deus de maneira insensata: que um homem morra pelo povo. Mas, sem saber, Caifás assumiu a vez de um profeta. João também viu nas palavras do sumo sacerdote a profecia de que Jesus não apenas morreria por Israel, mas pelos gentios também.

11.53 — Pela perspectiva humana, a ressurreição de Lázaro foi o principal evento que levou os líderes religiosos a conspirar pela morte de Jesus, Foi por causa desse milagre que o Sinédrio decidiu informalmente, se não formalmente, que Jesus deveria morrer. João descreve passo a passo como o ódio daqueles homens passa a crescer (Jo 5.16; 7.1,32,45; 8.59; 9.22; 10.39). O irônico naquela situação toda é que eles achavam que poderiam matar para sempre Aquele que podia ressuscitar os mortos.

11.54 — Jesus, pois, já não andava manifestamente. Jesus se retirou da vida pública por algum tempo e encontrava-se em secreto com Seus discípulos. A descrição terra junto ao deserto geralmente se refere ao deserto da Judeia, que se estendia até a cidade de Jericó.

11.55-57 — Subiram a Jerusalém antes da Páscoa, para se purificarem. Por causa da Páscoa, os judeus se purificavam lavando seu corpo e suas roupas, a fim de entrar no templo para adorar. Alguns procuravam Jesus por curiosidade, outros, por lealdade (v. 56), mas os principais dos sacerdotes (v. 57) o buscavam para prendê-lo.

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