2009/05/21

Comentário de João 5:22

Porque o Pai não julga a ninguém;... Quer dizer, sem o Filho; que é outra prova da igualdade deles: porque, que o Pai julga é certo; ele é o Juiz da terra inteira;[1] ele é Deus que julga na terra, ou governa o mundo com o seu Filho que trabalham juntos nos negócios da providência: ele julgou e condenou o antigo mundo, mas não sem o seu Filho e pelo seu Espírito, ou na sua natureza divina, que foi e pregou aos espíritos em prisão,[2] então desobedientes nos tempos de Noé;[3] ele julgou e condenou Sodoma e Gomorra, mas não sem o seu Filho; pois Jeová, o Filho, fez chover fogo e enxofre da parte de Jeová o Pai, nessas cidades, e os consumiu a todos; ele julgou as pessoas de Israel, e frequentemente os castigou por causa dos seus pecados, mas não sem o seu Filho; o anjo da presença Dele que iam diante deles; ele julga todos os homens, e justifica e absolve a quem se agrada ele, mas não sem o seu Filho; mas pela sua retidão justificadora que ele imputa a eles; e ao fazer assim, ele se mostra como justo juiz que julga justamente, e corrigir; e ele julgará o mundo em retidão no último dia pelo seu Filho a quem ele ordenou;[4] porque o Filho nada faz sem o Pai, o Pai não faz nada sem o Filho, o que mostra igualdade perfeita. Os Judeus tiveram um oficial no Sinédrio deles a quem eles chamavam Ab Beth Din, ou “o pai da casa de julgamento”, a quem pertence a aprovação das coisas, e o julgamento e a determinação. Consequentemente, o Targumista em Cant. 7:4 diz, ואב בית דינא, “e o pai da casa de julgamento” julga teu julgamento, e de julgar e os determinar, é poderoso acima de teu povo, etc. Se pode não houver nenhuma insinuação aqui para este oficial, eu parto para ser considerado:

Mas tem dado ao filho todo o julgamento;… Como o julgamento, ou governo da sua igreja e seu povo, especialmente debaixo da dispensação do Evangelho; e o qual ele exercita dando ordenações peculiares a eles, como batismo e a ceia do Senhor; e ordenando leis, e prescrevendo regras para a disciplina da sua casa em cima da qual ele é como um Filho; e designando oficiais debaixo dele, para as suas igrejas, administrando estas ordenações, e assim vê que estas leis são postas em execução para a qual ele os qualifica, dando dádivas prórias sobre eles: e ele exercita este julgamento, protegendo e defendendo o seu povo de todos seus inimigos, de forma que eles terão segurança debaixo do seu governo: como também o julgamento geral do mundo no último dia, tudo isso é entregue à ele; tais afazeres serão administrado por Cristo, o Filho de Deus, quando ele chegar em um segundo momento; ele elevará os mortos, para que todo mundo possa receber as coisas feitas no seu corpo, quer bom ou mau; ele ajuntará todas as nações diante dele, e todos serão postados diante de seu assento de julgamento, grandes e pequenos; ele separará a pessoas umas das outras, a ovelha das cabras, e fixará um na sua mão direita, e o outro na sua esquerda; ele trará todo trabalho em julgamento, com toda coisa secreta, e mostrará ser ele o pesquisador dos corações, e o refinador do íntimo dos seus filhos, e proferirá uma sentença mais íntegra e decisiva sobre todos: agora para tal confiança, e tal trabalho como esse, quer o governo particular da igreja, ou o julgamento geral do mundo, não seria apropriado, se ele não fosse Deus e igual com o Pai; a coisa que ele tinha sugerido, e o qual ele apóia e mantém nesta vindicação de si mesmo.




Fonte: John Gill’s Exposition of the Entite Bible





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Notas:
[1] Cf. Gênesis 18:25. N do T.
[2] Cf. 1 Pedro 3:19. N do T.
[3] Cf. Gênesis 6:1. N do T.
[4] Cf. Atos 17:31. N do T.

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