2009/06/23

Comentário de João 15:7-8

15:7 - Se permanecerdes em mim, e minhas palavras permanecerecomentario biblico, evangelho de joão, novo testamentom em vós,... Permanecendo em Cristo é explicado aqui por permanecerem, os discípulos, em suas palavras ou doutrinas; pela qual é significado o seu Evangelho, e as verdades dele. Elas permanecem em tal quando entra com poder, e se torna a Palavra enxertada;[1] e pode ser dito que faz assim, quando tal, de cujos corações têm um lugar, que se arraigou profundamente, continua tendo um prazer e sabor por isso, um verdadeiro e amável afeto para com essas palavras, estimando-a mais do que a necessário comida; quando eles se apegam firmemente a essa profissão, e a cumprem fervorosamente, e constantemente prestam atenção a ela;[2] tudo que é uma evidência considerável de que eles fazem, sim, de que há uma promessa que eles "continuarão no Filho e no Pai", 1 João 2:24; A bênção e o privilegio que tal desfrutará é que...

Pedireis o que quiserdes, e será feito a vós;... Ou, como algumas cópias leem, "e vos será dado”: mas isto não deve ser entendido de coisas temporais, como riquezas, honras, lucros, prazeres, ou tudo que até mesmo a mente carnal de um crente, às vezes, pode desejar;[3] mas de coisas espirituais, e com tais limitações e restrições como estes; tudo que está de acordo com a vontade de Deus,[4] pois o Espírito do próprio Deus não pede por nenhum outro, a não ser pelos santos; tudo que é para a glória de Deus, e para o próprio lucro espiritual deles e edificação; e tudo que é agradavelmente às palavras e doutrinas de Cristo, que permanecem neles. Todas as coisas deste tipo, que eles pedem em fé, e com uma submissão para com a sua vontade divina, eles podem esperar receber.[5]

15:8 - Nisto é glorificado meu Pai,... Isto não se refere tanto ao que se passou antes, relativo aos discípulos permanecerem em Cristo, e ele e suas palavras permanecerem neles, e de fazer a eles o que quer que pedirem, embora por tudo isto seja Deus glorificado, assim como pelo que se segue, a fecundidade dos discípulos:

Que produzais muitos frutos;... Da doutrina, graça, e boas obras que mostram serem eles árvores da retidão, a plantação do Senhor, e o trabalho das suas mãos; em que a glória do seu poder, graça, e clemência, grandemente é exibido. Todos os frutos de retidão, com que eles estavam cheios por Cristo, eram por eles para o louvor e glória de Deus; sim, pela fertilidade da graça, e da vida e conversação, pelo exercício vivo da graça, e o desempenhar consciencioso dos seus deveres, bem como pela doutrina, e utilidade na ministração do Evangelho, os discípulos e servos de Cristo, não só glorificam Deus eles mesmos, mas são os meios de outros o glorificarem.[6] Segue...

Assim sereis meus discípulos;... Ou, "discípulos para mim"; para minha honra e glória também, como também para meu Pai; não que a fertilidade deles lhes fizeram discípulos de Cristo, mas os fizeram parecer ser assim, ou os fizeram honrosos. Da mesma maneira como o bom fruto não faz da árvore boa; a árvore é primeiro boa, e então produz bons frutos; mas mostra serem bons: como continuando na sua palavra, cumprindo o seu Evangelho, para que assim eles possam parecer ser “realmente seus discípulos", João 8:31, real e verdadeiramente tal; e como amando um ao outro, assim por outros frutos de retidão, outros homens, todos os homens saberão que eles são os discípulos de Cristo.[7]


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Notas
[1] Cf. Tiago 1:21. N do T.
[2] Cf. Hebreus 2:1. N do T.
[3] Cf. Tiago 4:3. N do T.
[4] Cf. 1 João 5:14. N do T.
[5] Cf. 1 Reis 3:11-14. N do T.
[6] Cf. 1 Pedro 2:12. N do T.
[7] Cf. João 13:35. N do T.

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