2016/08/26

Significado de Apocalipse 14

Significado de Apocalipse 14

Significado de Apocalipse 14 




Apocalipse 14

14.1 — O monte Sião é um sinônimo para a Jerusalém, colocando em evidência o local onde o templo foi construído. Existe alguma dificuldade em decidir se é uma referência ao monte Sião terrestre ou ao celestial (Hb 12.22). Os cento e quarenta e quatro mil trazem na fronte escritos o nome de Deus, no lugar do nome da besta (Ap 13.17). Em Apocalipse 7.2-4, a proteção para esse grupo é citada como um selo na fronte deles. O objetivo é que seja um contraste à marca da besta (Ap 13.16,17), ou pode ser um sinal visível apenas no céu, ou na nova terra e no novo céu (Ap3.12; 22.4).

14.2,3 — O cântico novo provavelmente é aquele cantado diante do trono de Deus, em Apocalipse 5.9,10. Como essa canção é sobre a redenção e a vitória em Cristo, parece que apenas os que já estão no céu e aqueles comprados da terra, como os cento e quarenta e quatro mil, têm permissão para aprendê-lo.

14.4 — Virgens simbolizam a pureza espiritual (2 Co 11.2). Os crentes redimidos não se comprometerão com o mal; eles rejeitarão a falsa doutrina e se recusarão a adorar a besta. No Novo Testamento, as primícias são a primeira parte de uma safra, indicando uma colheita muito maior a ser feita posteriormente (1 Co 16.15). De vez em quando, o termo enfatiza apenas a natureza santificada de um sacrifício (Tg 1.18). Certamente, o comprometimento dos 144 mil com Deus enfatiza que eles são santos, separados para o Senhor. No entanto, a oferta contínua do evangelho (Ap 14.15) também indica que muitos outros crerão em Jesus Cristo (v.12,13).

14.5 — Os 144 mil não eram livres de pecado em sua vida terrena (Rm 3.23), mas não se achava engano neles pois eram irrepreensíveis em relação ao seu testemunho de Cristo. Em especial, não tinham participação na falsidade, porque rejeitaram a mentira do anticristo (2 Ts 2). Eles eram irrepreensíveis e sem engano porque recusaram a marca da besta.

14.6,7 — O anjo que prega o evangelho a toda nação, e tribo, e língua, e povo ajuda a cumprir a promessa divina de que o evangelho será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes (Mt 24.14) antes da volta de Cristo. No Apocalipse, a palavra evangelho, que literalmente significa boas-novas, é usada apenas aqui. Mesmo nesse estágio do juízo de Deus, Ele continuava a oferecer vida eterna ao mundo (Jo 3.16). A mensagem do evangelho, a essa altura, pede aos infiéis que temam a Deus e deem glória a Ele, para escaparem da hora do seu juízo. Anteriormente, algumas pessoas tinham respondido dessa maneira depois do milagre da ressurreição das duas testemunhas (Jo 11.11-13). A atividade desse anjo pode estar acontecendo nos “bastidores”, estimulando uma proclamação mundial do evangelho por aqueles que declararão a verdade até mesmo à custa de sua própria vida.14.8 — Um segundo anjo proclama parte das más notícias do juízo àqueles entre todas as nações (Mt 28.19) que não receberão as boas novas do evangelho (v.6). A Babilónia é mencionada pela primeira vez em Apocalipse e passa a ser o foco do juízo divino na parte seguinte (Ap 16—18). A Babilónia é a grande cidade; anteriormente, esse termo foi usado para descrever a cidade onde nosso Senhor foi crucificado (Ap 11.8).

14.9-11 — Um terceiro anjo anuncia com uma grande voz o trágico destino eterno de quem rejeita a oferta do evangelho (v. 6,7) e adora a besta (Ap 13). Em Romanos, Paulo fala sobre a ira de Deus descendo dos céus (Rm 1.18) contra os infiéis, conforme o Altíssimo permite que eles recebam as justas consequências de seu comportamento pecaminoso. Em Apocalipse 6.17, o grande Dia da sua ira foi anunciado (Ap 11.18). Agora, será experimentado em toda a sua extensão por aqueles que seguiram a besta. Na recente fúria de Deus, os infiéis que adoram a besta serão atormentados [...] para todo o sempre, sem repouso de dia e de noite.

14.12 — A paciência dos santos repercute em Apocalipse 13.10, assim como o lugar de João como companheiro de seus leitores na paciência de Jesus Cristo (Ap 1.9). Aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus, mesmo em tempos de muita dificuldade (Ap 13), receberão uma bênção divina especial (v.13).

14.13 — A expressão bem-aventurados sinaliza a segunda das sete bem-aventuranças em Apocalipse (Ap 1.3; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). Seis das sete bem-aventuranças estão agrupadas na última terça parte do livro de Apocalipse, talvez como promessa para encorajar respostas cristãs exemplares em tempos de circunstâncias de extrema dificuldade no fim dos tempos. Desde agora pode significar a partir do ponto da tribulação ao qual João está referindo-se, ou desde a época em que João estava escrevendo aos seus leitores originais. Descanso espiritual está disponível a qualquer um que se achega a Jesus Cristo pela fé (Mt 11.28). O Senhor falou aos mártires debaixo do quinto selo que repousassem ainda um pouco de tempo (Ap 6.11), até que o plano de Deus estivesse terminado. Aqui também é dito aos crentes que morreram que descansem dos seus trabalhos, sabendo que suas boas obras serão lembradas e recompensadas (1 Tm 5.25).

14.14,15 — A referência ao Filho do Homem com uma coroa de ouro na Sua cabeça indica que a figura é Jesus Cristo (Ap 1.13; Dn 7). Algumas pessoas, no entanto, hesitam em fazer essa identificação, principalmente porque outro anjo dá a ordem para a primeira figura ceifar, o que parece
impróprio se o semelhante ao Filho do Homem é Cristo. Ainda assim, não existe nenhuma impropriedade em ter um representante de Deus Pai transmitir em confiança juízo para o Filho do Homem (Jo 5.22). O Filho julgará a humanidade como aquele que compartilha a natureza humana. Uma foice aguda de pedra ou ferro era a ferramenta básica para a antiga ceifa de grãos. Como as 144 mil testemunhas foram recebidas por Deus como as primícias (v.4) de Sua colheita, o restante da colheita da terra, com certeza, já está maduro tanto para a salvação (Mt 13.37-43) como para o juízo.

14.16 — O poder do Filho do Homem (Jesus Cristo) é demonstrado nisso: ao meter a Sua foice uma só vez, a colheita da terra é ceifada. Isso retrata os acontecimentos dos capítulos 16—19 como partes de uma rápida sucessão de juízos. Desse modo, esse juízo é experimentado pelos habitantes do mundo inteiro.

14.17,18 — Outro anjo é designado para a colheita dos cachos da vinha que também estão maduros, significando serem merecedores de juízo. O outro anjo, citado como tendo poder sobre o fogo, pode ser o anjo no altar em Apocalipse 8.3-5. Talvez o fogo queime o joio ou a palha separada na colheita (Mt 13.38-43).

14.19,20 — Um lagar era uma tina na qual os trabalhadores pisavam as uvas com os pés descalços, fazendo com que o suco escoasse para um barril. Esse sinal da ira e juízo de Deus (Is 63.3), comum no Antigo Testamento, aparentemente explica também como o vinho da ira de Deus (v.10) é produzido. A imagem do lagar é simbólica para uma quantidade inacreditável de sangue derramado. Essa descrição de um rio de sangue indica uma carnificina sem paralelo.

Mil e seiscentos estádios são, aproximadamente, 32km, Esse grande derramamento de sangue provavelmente é o resultado da vitória de Cristo sobre os exércitos humanos reunidos (Ap 19.17-19), já que Ele retorna antes da ceia do grande Deus (v.17), que alguns associam à batalha do Armagedom (Ap 16.16).


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Um comentário:

AetherOne disse...

Obrigado pelo estudo.

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