2019/09/13

Apocalipse 14 — Explicação das Escrituras

Apocalipse — Explicação das Escrituras

Apocalipse 14 — Explicação de Apocalipse





Apocalipse 14
14.1 Cento e quarenta e quatro mil. Número completo (cf. 7.4n). É a multidão daqueles que foram selados com o nome de Cristo e do Pai (cf. Mt 28.19). Recusaram a marca do anticristo. Assim os que pertencem a Deus e os que não são do diabo se distinguem abertamente. Nome. O nome indica o poder e a autoridade. Comunica a natureza de uma pessoa.
14.4 Castos. A castidade aqui seria espiritual. São libertos do pecado da idolatria (que é fornicação, 14.8; 17.2, 4; 18.3, 9; 19.2) com tudo que isto implica (cf. 2 Pe 2.20-22). Primícias. Aquela parte da ceifa que era consagrada a Deus (Êx 23.19; Nm 18.12). O restante da humanidade que rejeita os direitos de Deus sobre si mesmo está amadurecendo para a vindima do julgamento e punição (vv. 17-20).
14.5 Mentira. Principalmente, refere-se à negação do Cordeiro de Deus como Senhor. Os redimidos, como o seu Senhor, não mentem, mesmo que falar a verdade custe a vida (Jo 18.37; Sf 3.13). Em Cristo são sem mácula.
14.6 Um evangelho eterno. A falta do artigo no gr sugere que aqui, as boas novas serão não somente as da salvação em Cristo, mas as novas da vitória que logo virá para os que já crêem, junto com o galardão que os espera.
14.8 Babilônia. O nome Babilônia significava para o povo de Israel o império pagão, materialista e destruidor por excelência dos fiéis. No NT o nome apontava para Roma, e finalmente para a capital da civilização opressora final. Todos as nações. O poder e a influência de Roma se estendiam a muitas nações. As legiões romanas espalhadas pelo mundo afora, introduziam em Roma a prostituição religiosa, i.e., a idolatria cada vez mais depravante.
14.9 Terceiro. O terceiro anjo proclama a condenação dos seguidores do anticristo. Os termos da condenação eterna no inferno vêem-se em 20.13-15.
14.12 Este versículo desafia os santos a não negar sua fé em Cristo, em vista do terrível fim que aguarda os que se ajuntam ao anticristo (cf. Mt 24.13).
14.13 Bem-aventurados. A segunda das sete bem-aventuranças (cf. Mt 5.1-12) no Apocalipse. A expressão contrabalança a severidade dos julgamentos sobre os ímpios nos vv. 9-12. Uma bênção especial aguarda os que morrem por Cristo. Descansem. Lit. ”recebem refrigério”, “habitam seguros” (gr anapauõ). As fadigas resultam da grande adversidade que os crentes enfrentam, especialmente na força concentrada do anticristo (Cf. Mt 11.28). Surge mais uma vez a doutrina da separação final entre os justos e o ímpios (como em 6.12-14 e 7.9-11); cf. Mt 25.31ss. • N. Hom. As bem-aventuranças do Apocalipse (14.13). Bem-aventurados são: 1) Os que conhecem e guardam a Palavra (1.3); 2) Os que morrem no Senhor (14.13); 3) Os que aguardam a Vinda de Cristo, com vidas santas (16.15); 4) Os convidados à ceia das bodas do Cordeiro (19.9); 5) Os que participam da primeira ressurreição (20.6); 6) Os que atendem às exortações deste livro (22.7); 7):Os que lavam suas vestiduras no sangue do Cordeiro (22.14).
14.14 Semelhante a filho de homem. É Jesus Cristo (cf. 1.13 e Dn 7.13), o Rei dos reis que é o juiz final do mundo (Mt 3.12; Tg 4.12). Foice (gr drepanon “foice”, “faca de poda”). Poda a videira, e colhe os frutos. Em Jl 3.13 e Mt 13.39; como aqui, simboliza julgamento.
14.19 Lagar do cólera de Deus. Simboliza a destruição das obras malignas, provocada pela justiça divina (cf. 19.15). Os ímpios não produzem suco de uva, mas sim, sangue em quantidade enorme (v. 20). Este juízo poderia ser um resultado das próprias forças pagãs (não mais impedidas por Deus), até que se destruam por meio daquilo que chamamos ”guerra total”.
14.20 Fora do cidade. Talvez uma referência à Nova Jerusalém, indicando, assim, o julgamento que cairá sobre todos os excluídos da presença salvadora de Deus.

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