2019/08/24

Apocalipse 18 — Explicação das Escrituras

Apocalipse — Explicação das Escrituras

Apocalipse 18 — Explicação de Apocalipse



Apocalipse 18

18.2 Potente voz. Um oráculo assombroso profetiza a queda dessa cidade onde o poder satânico se concentrava. Caiu! caiu. A declaração repetida, com verbo no passado, indica c absoluta certeza do cumprimento desta visão. A antiga capital de Babilônia se tornara assombrada, habitada por animais nocivos que provocaram temor e superstição (cf. Is 13.19-22; 34.11-15; Jr 50.39; 51.37). Assim também acontecerá: com essa futura fonte de corrupto diabólica.
18.4 Retirai-vos dela. Esta admoestação é dirigida ao povo de Deus que ainda, após as terríveis perseguições, não foi aniquilado (cf. Is 48.20; 52.11; Jr 50.8; 51.54; Zc 2.7; 2 Co 6.16-18). Retirar-se da Babilônia simboliza evitar toda a comunhão com os pecados do mundo pagão. Mas, literalmente, avisa-os cristãos que moram em Babilônia para fugir dela antes de sua destruição. Assim, fugiram os crentes de Jerusalém para Pela antes do cerco efetuado pelas forças romanas no ano 70 d.C.
18.6 Em dobro. Terrível é o dano produzido pelo mundo pagão simbolizado por Babilônia. Incalculavelmente, mais terrível, ainda, é o castigo eterno, com tormenta e pranto, reservados para os que servem o mundo e não a Deus. Frenética energia é gasta na busca dos prazeres. Maior ainda será a angústia que esta busca desenfreada produzirá no fim (v. 7).
18.9 Reis da terra. Os poderosos que se comprometeram com as obras do Maligno, a idolatria pagã, o materialismo, a luxúria; serão arruinados juntamente com Babilônia. Lamentam ao contemplar suas enormes perdas.
18.10 Em uma só hora. Cf. v. 19, e “em um só dia” no v. 8. Salienta a súbita e rápida destruição do centro da oposição mundial contra o povo de Deus. É comparável a uma grande pedra de moinho arrojada para dentro do mar (v. 21).
18.11 Mercadores do terra. Há sempre incontáveis pessoas se enriquecendo com os produtos que apelam para a vaidade humana, como artigos de diversões vãs, e até com objetos de destruição. A doença, o vício e a ignorância produzem um mercado enorme. Quando Babilônia cai, arruina-se à estabilidade econômica baseada no pecado.
18.12 Mercadoria. O profeta Ezequiel faz uma lista semelhante, quando Tiro era a grande cidade que se enriquecia como materialismo (Ez 26).
18.13 Almas humanos. Não pode ser interpretado “vidas humanas”, pois os “escravos” já foram mencionados na lista. É que o maior golpe de Satanás é escravizar a própria alma humana à concupiscência, à cobiça e à gula por bens materiais.
18.18-20 Exultai. Santos, apóstolos e profetas, no céu e na terra, são conclamados a se rejubilar, pois a queda do império maligno é a justa retribuição de Deus sobre as forças mundanas que perseguiam os crentes. E mais ainda, é o prelúdio do domínio universal de Cristo.
18.21-23 Que a queda de Babilônia é irrevogável, se vê na constante repetição da palavra “jamais” (seis vezes nestes versículos).
18.22 Músicos. Cessará todo som de alegria, regozijo, festa e triunfo.
18.23 Feitiçaria. O império das bestas é o império das trevas espirituais (cf. Ef 2.2; 6.1112). O poder sobrenatural dos demônios se fará evidente (cf. 13.14).


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