2016/03/27

João 12 — Explicação das Escrituras

João 12 — Explicação de João

João 12 — Explicação de João

 



João 12

Cap. 12 nos traz três episódios significantes: 1) a unção do Rei para o sepultamento; 2) a entrada e a aclamação do Rei; 3) a petição dos gregos - o império mundial do Rei (20-36).
12.2 Marta servia (gr diekonei). Nela temos uma ilustração das diaconisas da Igreja que serviam com fidelidade (At 9.36; Rm 16.1,6, 12s; 1 Tm 3.11). Compare Lc 10.38.
12.3 Maria. Sem fundamento histórico é a tradição de que “a mulher pecadora” (Lc 7.39) era Maria Madalena, que também seria esta Maria. Encheu-se... perfume. Igualmente, se não se quebrar o coração egoísta aos pés de Cristo, não haverá perfume de vida para alegrar a Casa de Deus (2 Co 2.14-16)
12.5 Trezentos denários. Um denário, o salário diário de um operário. Judas exemplifica aquele que pela carne quer fazer boas obras, ao contrário de Maria que cultua a Jesus, sem substituto, com gratidão.
12.7 Maria, uma amiga, endossa o auge da missão de Jesus no sepultamento (cf. 11.50). Ela exemplifica os cristãos que, pagando preço altíssimo, ungem a Jesus como seu Rei único.
12.12-19 A multidão, cheia de esperanças proclama Jesus como a Messias, vindo com poder e bênção do Senhor (13). Ele é o verdadeiro Rei de Israel (cf. 1.51) Mas Seu reino não é deste mundo (18.36s).
12.13 Hosana. Cf. Sl 118.25s. Significa “Salva-nos, te rogamos”.
12.14,15 Está escrito. Zacarias (9.9) anunciara, cinco séculos antes; que o Messias inauguraria um domínio pacífico para seus súditos.
12.16 Os discípulos não compreenderam a natureza do reinado de Jesus. Ele foi ungido simbolicamente para a morte por uma mulher; seria vestido de púrpura por escárnio e coroado de espinhos (19.2); seria exaltado e entronizado numa cruz. A Entrada Triunfal de Jesus foi o prelúdio e sinal de Sua glorificação por morte e levantamento (Lc 24.26).
12.17 Jesus vai revelar à multidão que tipo de reinado Ele encabeçaria, Vencerá os principais inimigos do homem: o pecado, a morte e o diabo.
12.23,24 Fica ele só. Jesus não compartilha os benefícios da salvação (Sua glória) antes de Ele mesmo ser glorificado pela morte, sepultamento e ressurreição. O grão representa a Jesus. Muito fruto. A semente que se reproduz, até milhares de vezes, tem de ser plantada, germinar e crescer. Assim; Cristo pela Sua glorificação se estenderá pelo Espírito para toda língua, raça e nação (Ap 7.9).
12.25 Vida... vida (gr psuche “alma” cf. Mc 8.35) é vida terrena que se contrasta com a vida eterna (gr zoe aiõnion) dada pelo Espírito (3.3-6n)
12.26 Siga-me. Cada discípulo de Jesus deve ser outro “grão de trigo”, pronto para dar sua vida pela expansão do evangelho. Onde eu estou (cf. 17.24). O complemento da vida nova já possuída pelo cristão no mundo será compartilhado junto a Cristo no céu.
12.28 Por uma voz audível, no batismo, na transfiguração e aqui. Deus Pai assegura aos que acompanham a Jesus que Seu nome será glorificado no Filho.
12.31 Ser julgado (gr krisis “crise”, “tomada de posição”). A morte de Jesus condenou o mundo (Satanás se tornou príncipe do mundo,: cf. 1 Jo 5.19) e salva o crente. Essa crise envolve: 1) “a hora” (23); 2) “a glorificação” (23, 28); 3) o plantar da semente messiânica (24; Gl 3.16); 4) o levantamento de Jesus na cruz e Sua exaltação (32; At 2.33; 5.31; Fp 2.9-11), 5) a atração de todos os homens (32), 6 a limitação do tempo para a luz brilhar (35) seguida pelas trevas (31,35).
12.34 Lei. São as Escrituras canônicas do AT (cf. Dn 7.14).
12.36 Ocultou-se deles. Isto marcou o fim do ministério de Jesus dirigido ao mundo. Daqui para frente fala aos discípulos.
12.37-43 Apresenta um sumário geral do sucesso de Jesus na Sua vinda para Sua “própria casa” (1.11n) e a reação dos judeus cumprindo a visão profética de Is 53.1 e 6.9, 10.
12.40 A cegueira dos olhos é o endurecimento do coração dos judeus veio em conseqüência do amor às trevas (3.19, 20), o temor dos fariseus (42) e o desejo de alcançar a glória dos homens (43; 5.44)
12.41 Isaías, como Abraão viu a glória do Cristo pré-encarnado (cf. Is 6.1ss com Jo 17.5) e a glória de Jesus, o Servo Sofredor, Is 5213-53.12) morto e ressurreto para justificar pecadores.
12.42 Creram nele. O tempo passado (gr aoristo) salienta de novo, que em João, a fé se revela no presente contínuo pela confissão. Temor (cf. 1 Jo 4.18) impediu que crentes nominais confessassem sua fé, o que é essencial à salvação (Mt 10.32s; Rm 10.9). 12.44-50 Um apelo evangelístico sem restrições da parte de Cristo.
12.50 Seu mandamento é aquele que Cristo anunciou, i.e., que os homens devem crer no Enviado de Deus (6.28s; 8.31). Pode, também, se referir ao mandamento do Pai a Cristo para entregar Sua vida pelos pecadores (10.18) e dar-lhes a vida eterna.

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