2019/09/18

Estudo sobre João 15

Estudo sobre João 15

Estudo sobre João 15


A união com Cristo e suas consequências (15.1-27)
v. 1. Eu sou a videira verdadeira'. Alguns comentaristas situariam o discurso seguinte nas dependências do templo junto à porta do Lugar Santo, onde ficava uma videira de ouro, símbolo da vida de Israel (cf. Is 5.1-7; Jr 2.21; SI 80.8-16). Mas já foi sugerido que há boa base também para supor que Jesus estava continuando o seu ministério na sala do andar superior (cf. 14.31). Tudo que Israel estava destinado a ser, mas falhou, Jesus era — a videira verdadeira (ideal), produzindo fruto aceitável para Deus na sua vida pessoal e na vida dos seus discípulos, unidos com ele pela fé. Pode haver uma conexão entre essas palavras e as palavras do Senhor durante a última ceia com relação ao fruto da videira, com suas implicações concernentes ao seu sangue pelo qual todos os discípulos são feitos participantes com ele do novo Israel (cf. Mc 14.25). meu Pai é o agricultor. Ele está no controle de tudo (cf. Mc 12.1-12). v. 2. Todo ramo que [...] não dá fruto, ele corta\ A ausência de fruto no galho lança sérias dúvidas sobre a sua real união com a haste principal, por diferentes que sejam as aparências. Esses membros inúteis precisam ser cortados; talvez Judas seja o exemplo mais notável, todo que dá fruto ele poda (gr. kathairei)'. A palavra significa literalmente limpar, sendo a inferência cortar e lançar fora a madeira morta, que é a antítese completa da vida evidenciada pelo fruto. v. 3. Vocês já estão limpos'. Em virtude de todo o efeito do ensino do Senhor, os discípulos tinham sido limpos e preparados para a continuação da obra dele. v. 4. Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês'. As duas partes dessa declaração precisam ser tomadas como estão, sem compreendermos a sua interdependência em qualquer sentido condicional. A revelação do que Jesus acabou de falar não pode sustentar a vida. A vida em Cristo deve ser identificada com a união com ele.
v. 5. Eu sou a videira; vocês são os ramos'. Cada membro de Cristo desfruta igualdade de condição e posição com todos os outros. Mas Cristo não se descreve como a haste principal. Ele é a videira. Cada ramo está incorporado nele. v. 7. pedirão o que quiserem, e lhes será concedido'. A união com Cristo é a base da oração. Essa oração, além do mais, vai ser eficaz. O que o membro quiser vai estar em conformidade com o que ele quer, visto que a sua união é completa. O ramo, porém, de acordo com a natureza das coisas, depende da videira, pois sua oração é um sinal dessa dependência, v. 8. assim serão meus discípulos-, Essas palavras não são um anticlímax. Antes, descrevem tudo que inclui o discipulado completo, v. 9. assim eu os amev. O aoristo aqui (gr. êgapêsa) denota uma ação completa. Não há restrição ao amor de Cristo. Na realidade da encarnação, está a totalidade do seu amor que ele concedeu generosamente a esses homens, v. 16. eu os escolhi'. A ARA traz “eu vos escolhi a vós outros e vos designei” (gr. ethèka). Ele os escolheu para serem seus amigos. I.e., a sua escolha foi motivada em primeiro lugar pelo desejo de tê-los (cf. Mc 3.14) e, depois, de enviá-los como seus missionários. O envio está fundamentado na confiança que ele tem neles como seus amigos, e, por outro lado (no mesmo versículo), isso é a base da confiança que eles têm na oração,
v. 18. o mundo [...] antes me ódio. Não há sentimentos medianos que tornem a sorte deles suportável neste mundo. Jesus os adverte de que o amor dentro da Igreja vai encontrar um forte contraste lá fora. v. 20. Lembrem-se [...] que eu lhes disse: Nenhum escravo é maior do que o seu senhor. Cf. 13.16; lá foi uma lição de serviço e humildade; aqui se torna uma lição de perseverança. Mas o trabalho deles, como o do Senhor, vai dar frutos positivos e negativos. Se houver os que obedecem à palavra de Cristo, assim poderão esperar encontrar concordância com a sua mensagem aqui e ali. Mas a base da hostilidade do mundo (v. 21) vai ser a falta de conhecimento de Deus. v. 22. Agora, contudo, eles não têm desculpa para o seu pecado\ A obra de Jesus constituía a evidência da intervenção de Deus no mundo. Aqui, como em 14.11, está o apelo para uma forma inferior de evidência. Mas, não obstante, a verdadeira justiça é manifesta em Cristo. Os homens têm visto a forma correta de viver nele. Mas, mesmo assim, ainda não obedecem (cf. 20.29). v. 25. Odiaram-me sem razão-, Cf. SI 35.19; 69.4. Esse é o testemunho da lei deles, diz Jesus claramente. Mas, embora eles o rejeitem e continuem cegos ao testemunho das suas Escrituras, o Espírito Santo vai mesmo assim dar testemunho, v. 27. vocês também testemunharão-, A percepção que eles têm da verdade que a comunhão com Cristo traz surge da natureza divina dessa própria verdade. Mas é a encarnação que dá o ímpeto. E, quando é recebida, traz consigo a convicção da divindade de Cristo. Assim, o testemunho da encarnação fica unido com o testemunho dos discípulos de Cristo. Cp. a associação do testemunho do Espírito e dos discípulos nos v. 26,27 com Atos 5.32: “Nós somos testemunhas destas coisas, bem como o Espírito Santo...”.

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