Jeremias 7 — Comentário Devocional

Jeremias 7

7.1— 10.25 Primeiro. Deus enviou Jeremias para os portões do Templo a fim de refutar a falsa crença de que o Eterno não deixa ria que dano algum sobreviesse ao santuário ou àqueles que vi vessem nas proximidades dele. Jeremias censurou o povo e os líderes de Judá por sua falsa e desprezível religião, sua idolatria e seu comportamento indigno. Declarou que Judá estava prestes a ser invadida e levada para o exílio. Isto aconteceu durante o reina do de Jeoaquim, uma “marionete” do Egito. Judá, chocada pela morte de Josias, passava por uma decadência espiritual, que dissipou muitas coisas boas que Josias havia feito. Os temas dessa passagem são a falsa religião, a idolatria e a hipocrisia de Judá. Jeremias quase foi morto por causa de seu sermão, mas foi salvo por alguns oficiais (ver cap. 26).

7.2, 3 O povo de Judá seguia um ritual de adoração, mas mantinha um estilo de vida pecaminoso. Era uma religião desprovida do comprometimento pessoal com Deus. Frequentar a igreja, participar da santa ceia, ensinar na escola dominical, cantar no coral serão práticas vãs a menos que estejamos verdadeiramente comprometidos com Deus. Essas atividades são boas não por causa da opinião da igreja, mas por nosso desejo de buscar e adorar a Deus.

7.9-11 Há vários paralelos entre a maneira como os judeus viam o Templo em Jerusalém e como muitos hoje vêem suas igrejas. (1) Os judeus não cultuavam a presença de Deus em sua vida cotidiana como faziam no Templo. Hoje, é possível frequentar belas e bem equipadas igrejas, mas não levar a presença de Deus conosco durante a semana. (2) O edifício do Templo se tornou mais importante para os judeus do que a essência da fé. Ir à igreja e pertencer a um grupo pode tornar-se mais importante do que ter uma vida transformada para Deus. (3) Os judeus viam apenas o Templo como santuário. Muitos cristãos não se veem como templo do Espírito e usam a filiação religiosa como um es conderijo, pensando que esta os protegerá dos males e dos problemas.

7.11, 12 Jesus citou o texto no v. 11 ao purificar o Templo (Mc 11.17; Lc 19.46). Essa exortação de Deus serviu para repreender a impiedade que havia no Templo tanto na época de Jesus como na de Jeremias. O Tabernáculo de Deus esteve em Siló, mas a cidade foi abandonada (SI 78.60; Jr 23.6). Se Deus não preservou Siló, estando ali o Tabernáculo, por que preservaria Jerusalém por causa do Templo?

7.15 Israel, o Reino do Norte, foi levado em cativeiro pela Assíria em 722 a.C.

7.18 “Rainha dos Céus” era a expressão utilizada para Istar, uma deusa mesopotâmica do amor e da fertilidade. Após a queda de Jerusalém, os refugiados de Judá que fugiram para o Egito continuaram a adorá-la (44.17). Um papiro que data do século 5 a.C., encontrado em Hermópolis, no Egito, menciona a “rainha dos céus” entre os deuses venerados pela comunidade judaica que lá vivia.

7.19 Esse versículo responde à pergunta: “Quem se fere quando nos afastamos de Deus?” Nós mesmos! Separar-se de Deus é como manter uma planta verde longe da luz do sol ou sem água. Deus é a nossa única fonte de energia espiritual. Aqueles que se separam dEle prejudicam a própria vida.

7.21-23 Deus havia estabelecido um sistema de sacrifícios para encorajar Israel a obedecer-lhe alegremente (ver Lv). Ele exigiu que o povo fizesse esses sacrifícios não porque os sacrifícios o agradavam, mas porque faziam o povo reconhecer seus peca dos e voltar-se para Deus. Depois de algum tempo, os israelitas continuaram a oferecer fielmente os sacrifícios, mas se esqueceram da razão pela qual o faziam, e passaram a desobedecer a Deus. Jeremias lembrou a todos que, a menos que estivessem preparados para obedecer a Deus em todas as áreas da vida, não haveria qualquer sentido na realização dos rituais religiosos (ver o quadro que está em Os 6).

7.25 Do começo ao fim do AT (de Moisés a Malaquias), vemos que Deus enviou muitos profetas a Israel e a Judá. Não importa quão ruins as circunstancias fossem, o Senhor sempre levantava um profeta para falar contra as rebeldes atitudes espirituais daquele povo.

7.31, 32 Os santuários de Tofete (nome que significa “lugar de fogo”) eram instalados no vale do filho de Hinom, onde os es combros e o lixo da cidade eram jogados. Esses altares eram usados para adorar Moloque, um deus que exigia o sacrifício de crianças (2 Rs 23.10). Os caldeus transformariam esse vale de sacrifício no “vale da Matança”. Os judeus seriam mortos no lugar onde sacrificaram suas crianças em uma adoração pecaminosa e satânica a um ídolo.

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