2009/05/19

Comentário de João 4:23

João 4:23 - Mas a hora vem, e agora é, quando os verdadeiros adoradores,... Os adoradores do verdadeiro Deus, e quem o adoravam de uma maneira correta, quer Judeus ou Samaritanos, ou de qualquer nação:

Adorarão o Pai;... O único Deus verdadeiro, o Pai dos espíritos, e de toda carne viva:

Em espírito;... Em oposição a todas as concepções carnais dele, como se ele fosse um ser corpóreo, ou limitado em algum lugar específico, habitando em templos feitos por mãos,
[1] ou devia ser adorado com mãos de homens; e em distinção da adoração carnal dos Judeus, que jazia grandemente em observações carnais de ordenanças: e isso mostra que eles não deviam adorar apenas com seus corpos, porque o exercício corporal é proveitoso para pouca coisa;[2] mas com suas almas ou espíritos, com o inteiro coração deles empregado nisso; e por e sob a influência e assistência do Espírito de Deus, sem quem os homens não podem realizar a adoração, nem orar, louvar, pregar ou vir corretamente:

E em verdade;… Em oposição a hipocrisia, com corações verdadeiros, na unidade, sinceridade e integridade de seus corações; e na distinção das cerimônias judaicas, que eram apenas sombras, e que não tinha a verdade e a substância de coisas neles; e de acordo com a palavra da verdade, o Evangelho da Salvação; e em Cristo, que é a verdade, o verdadeiro tabernáculo, e através de quem a ênfase é dada a Deus, a oração feita a ele, e cada parte da adoração religiosa aceitável: Assim Enoque disse, פלח בקושטא, “adorar em verdade”, diante do Senhor, nos Targuns de Jonatã e Jerusalém, em Gên. 5:24. E pode ser que a adoração de todas as três pessoas na Divindade, como mais distintivamente foi realizada debaixo da dispensação do Evangelho, seja aqui feita menção: porque as palavras podem ser assim lidas, “adorarás ao Pai, com Espírito”, e com verdade; assim a preposição εν, é vertida em Ef. 6:2; e em outros lugares; e então, o sentido é que eles “adorarão o Pai”; a primeira pessoa na trindade, que é o Pai de Cristo, seu Filho unigênito, e junto e igualmente com ele “o Espírito”; o Espírito Santo, como a versão Etíope lê; e Nonnus chama de espírito divino: e pode ser pensado que ele quis dizer o contrário, pelo que se segue em João 2:24, “o Espírito é Deus”; porque assim as palavras estão presentes no texto grego; e são assim vertidas nas versões da Vulgata Latina, Siríaca e Etíope; e, portanto, é o objeto próprio da adoração religiosa, cujos templos são os santos, com quem eles tinham comunhão, para quem eles oravam; e em cujo nome eles são batizados: e também “com verdade”; com Cristo o caminho, a verdade e a vida;
[3] que é o verdadeiro Deus, e a vida eterna; e que é igualmente adorado como o Pai e o Espírito, como ele é pelos anjos nos céus, e pelos santos na terra; que oram a ele, confiam nele, e são também batizados no seu nome, como no nome dos outras duas pessoas: e, antes, isso pode ser considerado o sentido, visto que Cristo está falando, não da maneira, mas do objeto da adoração, no versículo precedente:

Porque o Pai procura a tais para o adorarem;… Sendo aceitável para ele ser adorado dessa maneira, como acima relatado; e seu desejo é que o Filho e o Espírito devem ser honrados igualmente como ele mesmo, e tais adoradores ele tinha achado, tendo feito eles tais, tanto entre os Judeus e Gentios; e apenas tais são aceitáveis para ele; veja Filip. 3:3.




Fonte: John Gill's Exposition of the Entire Bible



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Notas:
[1] Cf. Atos 17:24. N do T.[2] Cf. 1 Timóteo 4:8. N do T.[3] Cf. João 14:6. N do T.

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