2016/08/26

Significado de Apocalipse 12

Significado de Apocalipse 11

Significado de Apocalipse 12 



Apocalipse 12

12.1 — Em Apocalipse, um sinal é uma pessoa ou um acontecimento que parece ter um significado maior do que ele mesmo. No Evangelho de João, cada sinal aponta para a divindade de Cristo (Jo 2.11). Em Apocalipse, além dos grandes sinais adicionais no céu (Ap 12.3; 15.1), existem sinais demoníacos na terra (Ap 13.13,14; 16.14; 19.20). A mulher vestida do sol é interpretada por alguns estudiosos como a Igreja, por outros como os judeus cristãos e, por outros como israelitas, os descendentes humano de Abraão, Isaque e Jacó. A coroa de doze estrelas é uma referência às doze tribos de Israel, ou talvez aos doze apóstolos (Ap 21.12-14). As estrelas lembram a visão de José (Gn 37.9-11), que significava a supremacia deste sobre seus irmãos.

12.2 — A descrição de dores de parto antes de dar à luz a Criança que se torna o regente das nações (v.5) pode referir-se especificamente a Maria, mãe de Jesus (Mq 5.3; Lc 2.5-7). Detalhes posteriores (Ap 12.6,13-17), no entanto, sugerem que a mulher provavelmente tem uma referência mais ampla. Como uma representação semelhante é usada em relação a Israel em Miquéias 4.9-10, pode ser uma representação da nação judaica ou do remanescente fiel dentro da nação. Além disso, a primeira profecia da Bíblia, Gênesis 3.15, serve como um lembrete da batalha entre a Semente da mulher e Satanás.

12.3 — O sinal do grande dragão vermelho é interpretado no versículo 9 como Satanás, que inicialmente aparece nas Escrituras como uma serpente no jardim do Éden (Gn 3). A imagem está de acordo com o Antigo Testamento e com o uso extrabíblico (Is 27.1). O dragão com sete cabeças e dez chifres se refere a Satanás e ao império sobre o qual ele governa durante o curso de tempo.

Sete cabeças, dez chifres e sete diademas referem-se ao esplendor, ao poder e à glória de Satanás (v.9) como deus deste século (2 Co 4.4). Essa descrição é quase idêntica à da besta que subiu do mar em Apocalipse 13.1.

12.4 — A referência à terça parte das estrelas do céu pode ligar esse acontecimento ao juízo das trombetas no qual a terça parte é a proporção característica de destruição (Ap 8.7), incluindo a terça parte das estrelas (v.12). No entanto, também é entendida como uma referência à rebelião da terça parte dos anjos que seguiram Satanás. A tentativa do dragão de tragar o Cristo recém nascido revela que a estratégia de Herodes para matar Jesus, quando este era um bebê (Mt 2.3-16) foi satanicamente inspirada.

12.5 — O varão que há de reger [...] com vara de ferro é uma figura messiânica do Salmo 2.8,9; no entanto, a essa altura, não existe nenhum regente terreno acima de todas as nações. Da perspectiva desse cenário celestial, o Filho Regente é logo arrebatado para o trono de Deus, aparentemente, referindo-se à ascensão de Cristo (At 1.9).

12.6 — O deserto aqui é um lugar de proteção preparado por Deus (Os 2.14) para a mulher. A referência ao Senhor alimentando a mulher no deserto lembra a provisão milagrosa dele para Israel no deserto do Sinai (Êx 16). Mil duzentos e sessenta dias é o período de provisão e proteção para a mulher no deserto. A maneira detalhada na qual esse mesmo período de tempo é expresso (um tempo, e tempos, e metade de um tempo, no v. 14) sugere metade de um período literal de sete anos de tribulação (Dn 9.27).

12.7,8 — Miguel é um arcanjo (Jd 9). De acordo com Daniel 12.1, ele é um anjo guardião especial da nação de Israel. Aparentemente, comanda um exército de anjos. Miguel e os exércitos celestiais são vitoriosos, deixando Satanás e seus demônios fora dos limites do céu.

12.9 — A expulsão do diabo para a terra significa que esse mundo se tornou a sua base de operações e que a sua ira é descarregada em direção aos habitantes da terra (v. 12). Desse modo, é provável que o fim dos tempos seja o período de guerra espiritual mais acirrada da história (Ef 6.10-18).

12.10,11 — A derrota final de Satanás (v.7-9) é acompanhada da referência a outras derrocadas dele pela crucificação de Cristo (o sangue do Cordeiro), pela a palavra do seu testemunho e pelo testemunho fiel de alguns dos irmãos que mesmo sendo martizados não negaram a verdade. Todos esses acontecimentos precedem a vinda do reino do nosso Deus.

12.12 — Aqueles que estão nos céus têm um bom motivo para se alegrarem por causa da expulsão permanente do diabo. Por outro lado, a terra e o mar (criação natural), agora, têm um ai adicional (Ap 8.13; 9.12; 11.14) para enfrentar — a grande ira do diabo, que sabe que pouco templo lhe resta. Logo, Satanás será amarrado no abismo por mil anos (Ap 20.1-3).

12.13-16 — Muitas das representações nesses versículos parecem um paralelo com o período que antecedeu o êxodo, quando Israel foi perseguido por Faraó e seu exército (Êx 14). A referência posterior ao cântico de Moisés (Êx 15), em Apocalipse 15.3, oferece apoio a essa interpretação.

12.13 — O derrotado dragão, precipitado na terra (Ap 12.9), persegue agora o povo que pertence ao Messias representado pela mulher que deu à luz o filho varão regente (Ap 12.1,2,4,5). É provável que seja o povo judeu, ou, se esse grupo for o citado em Apocalipse 12.10,11 refere-se aos cristãos.

12.14 — A mulher (v.1-6) é, de alguma forma, levada para o seu lugar de proteção contra a serpente, o deserto, como se fosse carregada pelas asas de uma grande águia. Isso faz lembrar como Israel escapou dos egípcios e chegou ao monte Sinai (Êx 19.4; Dt 32.11,12). Um tempo provavelmente equivale a um ano; então, o período de proteção aqui é de três anos e meio, que corresponde ao período do testemunho das duas testemunhas em Apocalipse 11.3. É equivalente também ao período da autoridade da besta — quarenta e dois meses (Ap 13.5) —, que inclui a sua habilidade para fazer guerra aos santos e vencê-los (Ap 13.7; Dn 7.25; 12.7).

12.15,16 — O perigo da água como um rio para a mulher é afastado quando a terra se abre, talvez da mesma forma que se abriu para o rebelde Corá e seus seguidores em Números 16.30-33. Não há um modo de determinar se esse é o relato de uma enchente real ou a descrição figurativa de um ataque de Satanás contra os protegidos por Deus.

12.17 — Irado por sua incapacidade para destruir a mulher, Satanás — o dragão — apela para fazer guerra contra um grupo próximo. O resto da semente dela são os crentes em Cristo, já que são eles que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo. Não está claro se são cristãos judeus (filhos naturais da mulher) ou cristãos gentios (filhos espirituais; Gl 3.29). Em desespero, o diabo opõe-se a todo e qualquer traço de fé orientada em Jesus.


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