2016/09/23

Significado de João 10


Significado de João 10

Significado de João 10



João 10

10.1 — Em João 7, Jesus viaja para Jerusalém para a Festa dos Tabernáculos (Jo 7.2,10). E todos os eventos narrados entre João 7.10 e 10.39 acontecem durante a visita de Jesus a Jerusalém. Portanto, os capítulos 9 e 10 estão intimamente ligados, indicando que Jesus tinha em mente os fariseus quando pronunciou publicamente as palavras do capítulo 10.

O curral das ovelhas era um local cercado por muros ou cerca; e, como geralmente só havia uma porta ou entrada, o curral às vezes ficava em uma gruta.

Por outra parte. Os fariseus mantinham seu poder por meios ilícitos. Um ladrão rouba em segredo; um salteador age abertamente e com violência.

10.2 — Ao contrário do ladrão, o verdadeiro pastor entra pela porta.

10.3 — O porteiro era o auxiliar do pastor. A descrição chama pelo nome expressa um convite pessoal, e não uma ordem autoritária dada a todos.

Pelo nome. Dar nome às ovelhas era uma prática antiga (SI 147.4; Is 40.26). Essa era uma prática dos auxiliares dos pastores que tinham aos seus cuidados uma porção do rebanho de Deus (1 Pe 5.2).

10.4 — Tira para fora é a tradução das mesmas palavras que os fariseus usaram em João 9.34,35, para expulsar o cego de nascença. Os falsos pastores expulsam as ovelhas para se livrar de problemas. Os verdadeiros pastores levam as ovelhas para o campo para alimentá-las. As ovelhas conhecem a voz do verdadeiro pastor.

10.5 — De modo nenhum, seguirão o estranho. Estranho é todo aquele que as ovelhas não conhecem, e não necessariamente um ladrão ou salteador. As ovelhas não seguem o estranho mesmo que ele use o chamado do pastor ou imite sua voz.

10.6 — Mas eles não entenderam. Aqui Jesus está se referindo aos fariseus descritos em João 9.40.

10.7-18 — Todos os pastores de Deus devem ler 1 Pedro 5.1-4 junto com essa passagem.

10.7 — Nos versículos de 1 a 5, Jesus é o pastor; aqui, Ele é a porta. Alguns pastores passavam a noite deitados junto à porta do aprisco. Desse modo, as ovelhas não podiam sair e os animais selvagens ficavam com medo de aproximar-se. Portanto, o pastor também era a porta.

10.8 — Os ladrões e salteadores eram os fariseus (v. 1).

10.9 — Jesus, o bom Pastor, nos dá vida espiritual e acesso ao alimento espiritual.

10.10 — Com abundância. Os ladrões tiram a vida; o pastor a concede. A vida abundante envolve salvação, provisão, cura (v. 9) e muito mais. Vida aqui é a vida eterna, a vida de Deus.

10.11 — Jesus é o bom Pastor que dá a sua vida pelas ovelhas (Jo 3.16; 1 Jo 3.16), ao contrário dos ladrões malignos que tiram a vida delas. Enquanto o substantivo vida expresso no versículo 10 se refere à vida eterna, aqui ele se refere à vida física. Jesus entregou Sua vida física para nos dar a vida eterna.

10.12,13 — O mercenário é um pastor contratado, um empregado que cuida do rebanho visando apenas aos seus próprios interesses. Quando um mercenário vê um lobo chegando, ele foge e deixa as ovelhas.

10.14,15 — O bom Pastor conhece muito bem Suas ovelhas e delas é conhecido. A comunhão entre Jesus e Seus servos é a mesma que há entre o Pai e Seu Filho.

10.16 — As outras ovelhas não eram os judeus que viviam em terras estrangeiras, mas os gentios. Os judeus perguntaram se Jesus partiria para ensinar os gentios (Jo 7.35). Aí então Jesus declarou que tinha ovelhas entre os dispersos. Um rebanho aponta para a salvação dos gentios e a fundação da Igreja, na qual judeus e gentios convertidos formariam um só corpo espiritual (1 Co 12.13; G1 3.28; Ef 2.16).

10.17,18 — Por ser o bom Pastor, Jesus tem o poder — ou seja, a autoridade — e podia não somente entregar Sua vida voluntariamente pelas Suas ovelhas, (v. 11,15,17), mas também de tornar a tomá-la. Ninguém mais, a não ser Deus, poderia fazer isso.

10.19-21 — Depois de narrar a metáfora do bom Pastor feita por Jesus, João faz um comentário muito apropriado. Na metáfora, Jesus é o bom Pastor cujas ovelhas ouvem a Sua voz, embora haja ovelhas que não lhe deem ouvidos. O comentário de João, tomou, pois, a haver divisão entre os judeus por causa dessas palavras, verdadeiro, segundo o propósito do seu Evangelho, revela que alguns creem e outros não. Esse é o mesmo tipo de divisão relatada em João 9.16. Por mais que as pessoas vejam o mesmo milagre e recebam o mesmo testemunho, não significa que elas chegarão à mesma conclusão (Jo 12.9-11). Veja o que diz o apóstolo Paulo sobre isso em 2 Coríntios 2.15-17.

10.22 — Os eventos narrados em João 7.1 a 10.21 ocorreram durante a Festa dos Tabernáculos, em meados do mês de outubro. A Festa da Dedicação era celebrada por oito dias no fim do mês de dezembro; então, havia se passado dois meses entre os versículos 21 e 22. João relata que os eventos de João 10.22 aconteceram no inverno, não para ser específico em relação ao tempo, mas para explicar por que o Senhor escolheu um lugar seguro para ensinar (v. 23).

10.23,24 — O templo era rodeado por um pavilhão chamado Pórtico de Salomão (nvi) , uma longa galeria formada por colunas que ficava no átrio do templo, talvez no lado oriental.

10.25 — Respondeu-lhes Jesus. Jesus lembrou os líderes judeus de Suas palavras e obras. Ele era o Messias e havia dito isso. Ele dissera à mulher samaritana que era o Messias (Jo 4.25,26), bem como ao cego de nascença (Jo 9.35-37). Suas obras incluem todos os milagres que realizou, os quais atestavam ser Ele o Messias (Jo 20.31).

No entanto, Jesus não costumava dizer publicamente que era o Messias. Ele tinha controle emocional e não cedia à pressão das pessoas. Seu método consistia em dizer publicamente tudo sobre Ele próprio, o que levaria à conclusão de que Ele era de fato o Messias; embora Ele só tenha dito isso de forma direta àqueles que acreditavam nele ou estavam prontos para acreditar. Jesus não criou robôs para serem Seus seguidores, mas pessoas capazes de pensar. Ele instituiu um padrão de descoberta individual gradual para que as pessoas chegassem à descoberta por elas próprias.

10.26 — Como já vo-lo tenho dito. Durante a Festa dos Tabernáculos, Jesus disse aos líderes judeus que eles não faziam parte do Seu rebanho (v. 14,15; 8.2-44,47).

10.27-29 — Jesus citou três características de Suas ovelhas: (1) Elas ouvem Sua voz (v. 4) e Ele as conhece (Rm 8.29); (2) Elas o seguem. O seguir [das ovelhas] é uma metáfora sobre a fé. Outras metáforas sobre a fé nesse Evangelho são beber água (Jo 4.14), comer o pão (Jo 6.50,51), comer a carne e beber o sangue (Jo 6.54); (3) Nunca hão de perecer. No texto grego, há um duplo sentido para o verbo perecer: jamais perecerão e não perecerão por toda a eternidade. Ninguém pode roubar-lhes a vida eterna. A s mãos do Pai são mais poderosas do que qualquer inimigo.

10.30 — Eu e o Pai somos um. Os judeus que se opunham a Jesus entenderam muito bem que Ele estava afirmando ser Deus (v.31, 33).

10.31 — Outra vez. Essa não foi a primeira vez que os líderes judeus pegaram em pedras para atirar em Jesus (Jo 8.59). Aqueles que não podem resistir à verdade com seus argumentos sempre procuram silenciá-la pela força.

10.32,33 — Mas pela blasfêmia. Os líderes judeus revelaram o motivo de sua oposição a Jesus — Ele estava se igualando ao Pai, algo que indica claramente Sua divindade. Os inimigos de Jesus consideraram tal posicionamento uma blasfêmia.

10.34 — No Antigo Testamento, os juízes eram chamados de deuses, pois exerciam o direito de julgar de modo soberano como o próprio Deus. Foi assim com Moisés, a quem Yahweh disse que seria como um deus para Arão e este seria uma voz ou um profeta para Moisés. A passagem de Salmos 82.6, citada aqui, refere-se aos juízes que violavam a Lei. Em outras palavras, Jesus queria dizer que como o nome de Deus fora aplicado por Ele próprio a meros homens, não seria insensatez, ou até mesmo blasfêmia, aplicá-lo ao Filho encarnado.

10.35,36 — A Escritura não pode ser anulada, na verdade, não pode ser desfeita, destruída. Essa é uma poderosa declaração sobre a inerrância das Sagradas Escrituras. Veja como Jesus torna verdadeiro Seu argumento baseando-o na fidelidade das Escrituras.

10.37,38 — Crede nas obras. Jesus pediu aos líderes judeus que considerassem pelo menos Seus milagres, pois eles demonstravam Sua deidade. Veja que a questão principal aqui é crer. João jamais tirou de cena a condição única para se nascer de novo. O verbo traduzido por crer é usado 99 vezes nesse Evangelho.

10.39 — Mas ele escapou de suas mãos. Ninguém pode arrebatar as ovelhas das mãos de Jesus (v. 28).

10.40-42— Além do Jordão. Essa permanência provisória na Pereia também é relatada em Mateus 19.1 e Marcos 10.1.

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