2016/04/30

Êxodo 12 — Explicação das Escrituras

Êxodo 12 — Explicação de Êxodo

Êxodo 12 — Explicação de Êxodo

12.2 Este mês. O verdadeiro aniversário do povo de Deus. Pode-se ver neste capítulo as instruções para a saída do Egito, junto com as instruções de celebrar a Páscoa dali em diante. É como o ato de Cristo, ao fazer os discípulos participarem com Ele da última ceia, e, ao mesmo tempo, deixar-lhes uma cerimônia sagrada, que seria a Nova Páscoa até Sua segunda vinda (1 Co 11.23-32, Lc 22.14-20). • N. Hom. O cordeiro da Páscoa era o sacrifício aceitável, que Deus mesmo tinha instituído. Jesus é nossa Páscoa (1 Co 5.7), é, o Cordeiro de Deus (Jo 1.29). O cordeiro tinha de ser sem defeito, (5) e Cristo cumpriu esta exigência (1 Pe 1.18-19). Tinha de ser separado para o sacrifício quatro dias antes do dia 14, (3) assim como Cristo entrou em Jerusalém no dia da separação do cordeiro, e morreu no mesmo dia do sacrifício. Precisava ser imolado pela congregação inteira, assim como Cristo foi sacrificado pelos líderes civis e religiosos de Israel e de Roma e pela vontade da turba popular, em prol do mundo inteiro (6). Nenhum osso do cordeiro podia ser quebrado (46). Compare Jo 19.33 e 36. O sangue do cordeiro era o símbolo do sangue do cordeiro de Deus e fazia estar sobre o povo a proteção divina contra a escravidão do pecado e o castigo (13). Assim também, o sangue de Jesus nos liberta da escravidão de Satanás e da punição eterna.
12.8 Ervas amargas. Certos congêneres da alface. Talvez por falta de meios de cozinhar e temperar, ou talvez pela necessidade de recolher ervas do campo, em vez de comprarem verduras.
12.12 Os deuses. Quase todos os ídolos do Egito eram semelhantes a algum animal, com feições humanas. A morte do primogênito de cada tipo de animal mostrará a falibilidade e a impotência das “divindades” que haviam de protegê-los.
12.14 Memorial. Os versículos 14-20, contêm os pormenores de como a festa solene teria de ser celebrada ano após ano.
12.15 Eliminada. A punição é grave, mas, na Bíblia, o fermento frequentemente simboliza o pecado, a podridão (Lc 12.1), e é claro que nenhuma cerimônia religiosa tem valor se vier acompanhada do pecado humano (1 Co 10.1-5; 11.28-29).
12.21 Agora são dadas as instruções para o ocasião imediata. O marcar as casas com sangue para indicar que estes são os lares que participam do sacrifício ordenado por Deus é só para esta ocasião.
12.22 Hissopo. Uma planta usada pari aspergir (cf. Sl 51.7).
12.23 Destruidor. O anjo da punição e da destruição (cf. 2 Sm 24.16).
12.26 Que rito é este? Cada culto, cada rito, cada sacramento tem a finalidade de ensinar a palavra de Deus, instruir os participantes nas coisas que Deus tem feito, ordenado é prometido.
12.29 Os primogênitos. Nem o herdeiro do trono é capaz de escapar ao juízo de Deus, nem o filho do escravo encarcerado é insignificante demais para ser objeto da justiça divina.
12.31 Chamou. Esta audiência foi marcada por Deus, não por Moisés nem por Faraó, que se tinham despedido mutuamente com grande ira (10.28-29, 11.8). Como tendes dito. Agora é Faraó que se preocupa em cumprir as ordens divinas até a última risca. Se somos fracos em pregar a Palavra de Deus, devemos, ao menos, ter fé no poder do excelso Senhor em comprovar a Mensagem.
12.32 Abençoai-me. Recusando entrar no âmbito da bênção de Deus, pelo caminho normal da fé e da obediência à Sua Palavra, Faraó ainda foi forçado a reconhecer que lhe faltava alguma coisa. Só que não quis pagar o sacrifício do próprio “eu”, com um arrependimento real.
12.33 Apertavam. Como Moisés tinha predito: são a próprios egípcios que estão pedindo a saída dos israelitas (11.8).
12.35 Conforme a palavra. Moisés tinha recebido a ordem de pedir fundos aos vizinhos egípcios, e a promessa de que o próprio Deus faria os egípcios atenderem a este pedido (11.2-3). Era, na realidade, uma indenização a pagar aos escravos libertados, uma fração daquilo que lhes era devido (cf. Dt 15.13-14).
12.36 Despojaram. Não pelo roubo, mas pelo favor, foi que os israelitas ganharam daqueles que não tinham seus corações endurecidos e que aprenderam algo das revelações de Deus (9.20; 10.7).
12.37 Sucote. Parece ser a cidade de Pitom, bem ao norte do Mar Vermelho. As grandes estradas centrais, guardadas por fortificações, se achavam muito mais para a norte (cf. 13.17). Parece que até dois mil anos atrás, o Mar Vermelho se estendia quase até lá.
12.38 Misto de gente. Talvez aventureiros, curiosos e pessoas deslocadas por causa das dez pragas.
12.42 Se observará. Juntamente com a história da redenção vêm as instruções para servir e adorar ao Redentor.
12.43 Ordenança. Os versículos 43-50 fornecem a orientação como celebrar a cerimônia da Páscoa para os anos vindouros. • N. Hom. A Páscoa não tem sentido para os que são estranhos às promessas de Deus (43). Mas quando em comunhão com o povo de Deus, tais pessoas, sejam elas do mais baixo nível, humanamente falando, têm igual direito de se aproximar de Deus (44). Quem tem a mesma fé, em Deus, que Abraão teve, é herdeiro das promessas e participante ativo destas cerimônias, que devem ser celebradas sempre, pelos fiéis em fraternidade (47).

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