2016/10/08

Números 18 — Análise Bíblica

Análise Bíblica de Números 18





Números 18

Nm 17:1-13 A defesa do sacerdócio araônico A rebelião contra o sacerdócio araônico descrita no capítulo 16 se opôs diretamente ao plano de Deus, segundo o qual os descendentes de Arão deviam desempenhar as funções sacerdotais (3:10). Ainda assim, Arão fez expiação pelo povo (16:47). Nesse capítulo, Deus envia um sinal claro para resolver a controvérsia acerca dos sacerdotes escolhidos.
Deus ordenou que Moisés colocasse diante da tenda da congregação doze varas, ou bordões, cada qual com o nome de um líder de uma das doze tribos. Em seguida, os bordões foram dispostos diante do Testemunho (a arca da aliança) durante a noite (17:4-7). O bordão de Arão que representava os descendentes de Levi foi escolhido claramente entre todos os outros e, no dia seguinte, brotara, e, tendo inchado os gomos, produzira flores, e dava amêndoas (17:8-9).
O Senhor ordenou a Moisés que deixasse o bordão de Arão diante da arca da aliança como sinal do direito dos levitas de ser sacerdotes e para acabar com toda rebelião contra Arão e seus descendentes (17:10).
Por fim, o povo se dá conta do seu pecado ao desafiar Deus com respeito ao sacerdócio de Arão (17:12-13). Teme que, como consequência, todo aquele que se aproximar do tabernáculo do Senhor morrerá e pergunta: Acaso, expiraremos todos? (17:13). Esta dúvida lamentável é respondida no capítulo seguinte, no qual as responsabilidades e direitos dos levitas são descritos novamente.
Esse episódio serviu para advertir a nação de duas coisas: O Senhor deseja ordem na liderança, e os líderes escolhidos por ele não podem simplesmente ser colocados de lado em decorrência da ambição de alguém. Os israelitas estavam realizando uma marcha santa e, portanto, deviam seguir regras específicas para que não lhes sobreviesse o caos e a destruição.
Nm 18:1-32 Prescrições para sacerdotes e levitas 
Uma vez resolvida a questão da legitimidade do sacerdócio de Arão e seus descendentes, o autor de Números descreve os direitos e responsabilidades dos sacerdotes e de seus assistentes, os levitas. Essas instruções haviam sido transmitidas a Arão anteriormente, mas são repetidas porque seu cargo como sacerdote acabou de ser confirmado diante de todo o Israel e, especialmente, diante dos sacerdotes levitas subordinados a ele.
Arão, seus descendentes e a família de seu pai (ou seja, os levitas) são informados de que seriam responsabilizados pelas transgressões contra o santuário. No entanto, somente Arão e seus filhos deviam tomar sobre si a responsabilidade pelas transgressões contra o sacerdócio (18:1). Essa ordem parece indicar que os sacerdotes e levitas eram responsáveis por manter a santidade do templo, mas que a proteção das áreas mais sagradas dentro do templo era, em última análise, responsabilidade dos sacerdotes, os quais deviam ser descendentes de Arão.
Os levitas foram incumbidos de assistir Arão e seus filhos quando estes ministrassem diante do Senhor na tenda do Testemunho (18:2). No entanto, havia algumas restrições acerca da tarefas a serem realizadas pelos levitas, pois estes não deviam tocar nenhum objeto sagrado (18:3-5a).
O serviço dos levitas foi dado a Arão e seus filhos como um presente (18:6), mas o sumo sacerdote e seus descendentes são lembrados de que o privilégio de se aproximar do santuário e ministrar diante do Senhor também é uma dádiva (18:7). Deviam servir a Deus visando o bem do povo, para que a ira de Deus não recaísse sobre os filhos de Israel (18:56).
Em seguida, Deus descreveu como os sacerdotes seriam sustentados. Uma vez que não deviam receber terras, não poderiam enriquecer à custa de outros. Sua herança seria Deus, e não bens materiais (18:20). Os sacerdotes e suas famílias deviam ser sustentados pelas ofertas regulares, como as ofertas das primícias e dos animais primogênitos, as ofertas pelo pecado apresentadas pelo povo e as dádivas que o povo levasse ao Senhor (18:8-19a).
Deus declara que essa provisão é uma aliança perpétua de sal (18:196). Os judeus e outros povos do mundo antigo costumavam acrescentar sal às suas ofertas. Naquele tempo, o sal era usado para conversar alimentos, como ainda é em muitos lugares hoje em dia. Assim, uma “aliança de sal” era um pacto consagrado e permanente (cf. tb. 2 Cron 13:5).
Os levitas também não receberam nenhuma herança na terra e deviam, igualmente, ser sustentados pelos dízimos que o povo de Israel levava ao Senhor (18:21-24). E, desses dízimos, eles próprios deviam entregar um dízimo ao Senhor por intermédio do sacerdote Arão (18:25-28), uma prescrição que enfatiza sua subordinação aos sacerdotes e lhes permite fazer uma oferta ao Senhor. A obediência a essas prescrições acerca do dízimo também era importante para que os levitas fossem poupados do castigo e da morte (18:32).

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