2019/08/24

Apocalipse 19 — Explicação das Escrituras

Apocalipse — Explicação das Escrituras

Apocalipse 19 — Explicação de Apocalipse



Apocalipse 19

19.1 Aleluia. Frase hebraica que significa, “Louvai a Jeová”. Salvação. Pertence exclusivamente a Deus. Aponta para o triunfo completo de Deus e Seu reino. As características desse reino são glória e poder manifestados.
19.4 Vinte e quatro anciãos. Talvez simbolizem todos os salvos, antes como depois de Cristo. Juntos representariam a “Esposa” (v. 7). Outra ideia vê neles anjos dos mais majestosos (cf. 4.4n).
19.6 Reina o Senhor. O gr tem o aoristo “reinou”. A melhor tradução seria “O Senhor iniciou seu reino”. Os poderes satânicos são derrotados, preparando o caminho para a Vinda de Cristo.
19.7 Esposa. Representa a Igreja inteira, e não apenas alguma seção dela (cf. Is 54.5 e 6; 62.5; Jr 31.32; Ef 5.25-32). Já se ataviou. Cf. 1 Jo 3.2, 3; 2 Co 7.1; Mt 25.6, 7.
19.9 Chamados à ceia. Os convidados e a esposa têm o mesmo significado, como também são idênticas a noiva e a cidade santa (21.2, 9, 10). Não por mérito próprio mas só por convite é que os santos participaram das bodas do Cordeiro. Verdadeiras palavras. A declaração do anjo assegura aos fiéis que a promessa desta maravilhosa festa se cumprirá.
19.10 O testemunho de Jesus. Refere-se ao testemunho sobre Jesus que os santos mantiveram através das horríveis tentações e perseguições na luta com a besta e todas as suas forças. Esse testemunha tem sua fonte no espírito da profecia.
19.11 Cavalo branco. Símbolo da Vinda de Cristo em vitória (cf. 6.2). O cavaleiro e o Messias vindo para reinar. Fiel e Verdadeiro. Títulos de Cristo (Cf. 3.14 e 1.5) que descrevem a segurança com que se deve confiar nas promessas de Cristo (Mt 24.35). Com Justiça. Cf. a descrição do Messias em Is 9.3-5; 11.4.
19.12 Muitos diademas. Multiplica-se o número de coroas, por causa de Cristo exercer Sua soberania justa sobre todos os reis e príncipes da terra. Ele já é Rei dos reis e Senhor dos senhores (v. 16; Fp 2.9). Quando Cristo voltar despojará o poder que se opõe a Deus. Nome. Este faz lembrar o nome secreto que Ele dará aos Seus fiéis depois de findar a luta (cf. 2.17n).
19.13 Verbo de Deus. Gr logos, “palavra”, “razão”. Este nome, agora exposto a todos, é aquele que por excelência o apóstolo João usou para descrever Jesus Cristo no seu evangelho (Jo 1.1-4, 14). E só João que emprega este nome, que mostra Cristo como a Revelação da Vontade Divina, ao salvar, ao julgar, ao aniquilar toda a iniquidade, e ao criar de novo todas as coisas.
19.14 Exércitos... no céu. Os anjos do Senhor dos Exércitos acompanham a Jesus Cristo na Sua volta (cf. Mt 25.31), para executar a justa sentença de Deus contra o império da besta e dos reis da terra (v. 19).
19.15 Espada afiado. Cf. também 1.16; 2.12, 16. A única arma que Cristo utiliza é a Sua palavra que executará a condenação dos pecadores e regerá o mundo com equidade (Is 11.4). O terrível poder da “Palavra” se nota também em Hb 4.12, 13.
19.17 Grande ceia de Deus. Contraste completo com a ceia das bodas do Cordeiro (v. 9). A vinda dos urubus dramatiza o quadro da derrota da besta e dos seus (cf. Mt 24.28). Aqui são convidados para vir ao campo da batalha para se alimentarem daqueles que eram os poderosos do mundo, pois não sobrará ninguém para enterrar seus cadáveres. Ceia de Deus. I.e., porque Deus a prepara. Esta cena surge depois da grande batalha em Armagedom na qual o Messias é vencedor, batalha esta descrita em 16.16.
19.19 Para pelejarem. A besta, cujo exército se descreve em Ap 16.13-14 comanda uma liga de dez reis contra Babilônia (17.16-18), com o propósito de também lutar contra o Cordeiro (17.14). As forças do Maligno querem arruinar bons e maus igualmente. A narrativa do Apocalipse frequentemente se volta para um assunto já tratado, para então acrescentar uns retoques ao quadro geral.
19.20 Lago de fogo. É um símbolo diferente do abismo mencionado em Ap 9.1-3 e 20.1-3. Aqui se trata do jazigo final de Satanás, da besta, do falso profeta e de todos os malignos e ímpios (cf. 21.8). A doutrina do inferno é, enfaticamente ensinada aqui, ainda que seja descrita simbolicamente. Nem a descrição do céu em Ap. 4; 5; 21; 22 deixa de empregar linguagem metafórica também.

Índice: Apocalipse 1 Apocalipse 2 Apocalipse 3 Apocalipse 4 Apocalipse 5 Apocalipse 6 Apocalipse 7 Apocalipse 8 Apocalipse 9 Apocalipse 10 Apocalipse 11 Apocalipse 12 Apocalipse 13 Apocalipse 14 Apocalipse 15 Apocalipse 16 Apocalipse 17 Apocalipse 18 Apocalipse 19 Apocalipse 20 Apocalipse 21 Apocalipse 22

Nenhum comentário:

Postar um comentário