2019/08/23

Apocalipse 11 — Explicação das Escrituras

Apocalipse — Explicação das Escrituras

Apocalipse 11 — Explicação de Apocalipse



Apocalipse 11

11.1 Santuário de Deus (gr naos), a parte central do templo que incluía o Lugar Santo e o Santo dos Santos. Alguns crêem que o antigo Templo de Jerusalém será reedificado e usado durante o reino milenar de Cristo na terra. Outra interpretação identifica o santuário com o povo judeu que será salvo antes do fim (Rm 11.26; Lc 21.24; Mt 23.39). Outros dizem que o santuário simboliza à presença de Deus, protegendo e inspirando Sua Igreja (cf. 1 Co 3.16; 2 Co 6 16; Ef 2.21), enquanto o mundo e suas organizações permanecem nas mãos de forças malignas. Cf. Ez cap. 40-48 e o Templo escatológico que se relaciona com a vinda do Príncipe, Jesus Cristo.
11.2 Quarenta e dois meses. Este total é equivalente a 1.260 dias (v. 3), a 3 1/2 anos, metade de uma semana de anos (Dn 12.7). Note a frase “por três dias e meio” (v. 9). É a época na qual o anticristo procurará destruir, o povo de Deus (cf. Mt 24.15, 22). Não deve ser uma designação literal, mas simbolizando um período curto de aflição. O verdadeiro Israel de Deus será preservado por Deus através dos dias críticos. A visão é de consolação para o povo de Deus, contrastada com a condenação prevista para seus opressores.
11.3 Duas testemunhas. Alguns pensam em dois profetas escatológicos que lembrarão Elias e Moisés, com o poder que exerceram. Até completar a sua missão ninguém lhes poderá tocar. Pano de saco. Cf. o profeta Elias (2 Rs 1.8). Era vestuário normal de profeta.
11.5,6 Estas testemunhas se encontram num mundo semelhante ao de Elias, hostil à adoração do Deus único. Mas também têm o poder de Elias (2 Rs 1.10-12) e de Moisés diante do faraó (Êx 6-11). Lançarão manifestações da vingança de Deus sobre este, mundo que incorrigivelmente luta contra Deus (cf. 2 Ts 2.3-11).
11.7 A besta que surge do abismo. Esta é a primeira menção da besta no Apocalipse (cf. Dn 7.20, 25). Deve ser o mesmo que surge do mar (13.1) e o mesmo de 17.8
11.11 Espírito de vida. As testemunhas foram ressuscitadas e arrebatadas. Se simbolizam os verdadeiros crentes, então aqui se prevê o arrebatamento na ocasião da Vinda de Cristo (16.15; 1 Ts 4.17; 5.2). Mas, de qualquer forma, a ressurreição das; testemunhas lançará “grande medo” sobre os moradores da terra.
11.13 Terremoto. Acontecimento que aponta para breve chegada do fim (cf. 6.12; Ez 38.19 e 20).
11.15 A sétima trombeta marca a vinda do fim (10.6) e encerra o parêntese que tem início em 10.1. O conteúdo dessa trombeta consiste nos sete flagelos do cap. 16.
11.16 Vinte e quatro anciãos. Veja 4.4, n.
11.19 Abriu-se... o santuário. Nesta visão simbólica, o próprio santuário celestial está aberto, e nada se esconde dos olhos de João. A arca da aliança, anteriormente escondida dos homens, representa a presença de Deus e a imutabilidade de Suas promessas. Antes de chegar ao fim (que João acaba de descrever, resumidamente em vv. 15-19).

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