Josué 6 — Explicação das Escrituras

Josué 6 — Explicação de Josué

Josué 6 — Explicação de Josué




Josué 6

6.1 Jericó, “cidade das palmeiras” (Dt 34.3), era cidade mui fortalecida, com muros enormes (cf. MB, p 150). Era importante pelo tamanho, riqueza e, acima de tudo, bloqueava a entrada dos israelitas na Terra.
6.4 Sétimo dia, sete trombetas, sete vezes. O número sete é muito usado nas Escrituras, porque está relacionado com a perfeição divina (cf. Ap 4.5). No hebraico o número “sete” é a raiz da palavra “jurar”, obrigando ao cumprimento da palavra ou promessa feita sete vezes (cf. Gn 21.28). Trombetas. Neste trecho há três palavras usadas para especificar o tipo de trombeta: 1) Shofar, que é o nome especial para trombeta; 2) Geren indica “chifre”, i.e., “trombeta de chifre”; e 3) Yobel que significa “carneiro”, i.e., “chifre de carneiro”. Estas eram as trombetas de celebração ou jubileu, porque a entrada na Palestina era ocasião de grande celebração. Os sacerdotes usaram o sinal de celebração e não o de guerra (Lv 25.9).
6.15-21 A tentativa de asseverar-se que a queda de Jericó ocorrera devido a qualquer causa que não seja um milagre, é totalmente contrária à natureza deste capítulo. Fala-se de um terremoto, da queda dos muros, de um assalto súbito depois de Ter dado aos guardas, sobre os muros, a impressão de que se tratava apenas de procissões religiosas. O que deu força aos invasores foi verificar que Deus estava cumprindo, de maneira bem dramática as Promessas concedidas a Abraão, a Moisés e a Josué. Sem um milagre desta natureza, a poderosa fortaleza nunca cederia perante aquelas tribos do deserto, e os israelitas nunca poderiam ter tomado ânimo para empreender uma conquista, que nem mesmo o império do Egito tinha poder para realizar naquela época.
6.17 Cidade será condenado. Às vezes, esta palavra “condenada” é traduzida “dedicada” ou “consagrada” ao Senhor; mas também tem a idéia de “anátema” ou condenação, ligada a ela. As coisas, qualificadas como “cherem” (heb) sejam pessoas idólatras ou objetos relacionados com a religião pagã, eram completamente destruídos, ou então eram consagrados ao serviço divino (veja 19; Lv 27.28 - “toda coisa assim consagrada - cherem - será santíssima ao Senhor”). Quando tal palavra era pronunciada contra uma cidade, tanto os homens quanto os animais eram destruídos e nenhum despojo era levado dela; os ídolos eram queimados (Dt 7.25) e tudo na cidade destruído, ou então consagrado a Deus para o uso no santuário. Esta palavra foi pronunciada contra Jericó; ela foi a primeira cidade vencida na Palestina e isso por meio de um milagre. Assim, ela pertencia ao Senhor como primícia do julgamento divino.
6.25 Josué conservou... Raabe. Este ato é típico da graça de Deus na Nova Aliança. O pior pecador pode receber a graça de Deus pela fé e também o poder divino transformador em sua vida (cf. Hb 11.31; Tg 2.25).
6.26 Maldito... seja o homem que... reedificar esta cidade. Há uma ideia de que não foi proibido construir alguns edifícios neste local, mas foi proibido reconstruir uma cidade fortificada com muralhas como ela era. Jericó é mencionada freqüentemente no Novo Testamento (Mt 20.29; Mc 10.46, etc.) Nos dias de Hiel, o betelista, esta profecia, ou prenúncio de maldição, foi cumprida quando ele tentou reconstruir a cidade com “portas”, isto é, com muralhas e portas (1 Rs 16.34).

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