2016/10/05

Levítico 14 — Explicação das Escrituras

Levítico 14 — Explicação das Escrituras

Levítico 14 — Explicação das Escrituras


Levítico 14

14.2 Ser purificado significava começar ei vida de novo; uma figura do novo nascimento no Espírito Santo.
14.3 O leproso não podia curar a si mesmo, nem se pronunciar limpo; nem tinha condições de ir procurar o ministro de Deus: o sacerdote é que tinha de ir ao seu encontro, fora do arraial. O pássaro morto representava a necessidade de uma vida para recuperá-lo, e pássaro vivo que se soltava representava sua própria vida que se renovara no ato da purificação, mas não se soltava antes de ter sido molhado com o sangue do pássaro sacrificado. O cabelo cortado e raspado sugere o desembaraço das coisas antigas, para agora passar a uma vida nova, de liberdade. A unção (17 e 18) simbolizava que a vida do leproso passara a estar aos cuidados do grande Médico.
14.5 Águas correntes. A frase dá idéia de uma nascente ou de um córrego, cf. Jo 4.10; 7.38, vd “água viva”.
14.7 O pássaro que se soltava não era um sacrifício. O mesmo ritual se aplica à purificação de uma casa, 14.53, e era semelhante ao ritual do bode expiatório que fazia parte das cerimônias do Dia da Expiação, 16.21. O leproso, ao ver o pássaro voar livremente, veria uma dramatizarão religiosa da sua própria libertação da doença.
14.10 Três dízimas de um efa. Equivalente a 6,6 litros, o efa sendo de 22 litros. O sextário era uma medida para líquidos de 0,3 litro.
14.12 Este é o único caso de uma vítima inteira ser movida perante o Senhor, cf. 7.30, 34; 8.27-29; 9.21; 10.14-15; 14.12, 24; 23.11-20.
14.15-18 O sacerdote tinha que colocar uma parte do sextário de óleo na palma da sua mão esquerda, uma cerimônia que pertence somente a está purificação dos leprosos. Não que haja algo de singular no uso do sangue juntamente com o azeite; isto também consta na cerimônia da consagração de Arão, 8.30; mas em nenhuma outra passagem consta a aspersão com óleo sete vezes perante o Senhor. Além disso, os sacerdotes que recebiam a aspersão do sangue em várias partes do corpo (8.23-24), não recebiam a segunda aspersão com o óleo, que era o caso dos leprosos. Só estes recebiam, além do sangue que, especialmente, indica a reconciliação, o óleo que simboliza o poder tão necessário para ter uma vida de saúde recuperada.
14.19 As três qualidades de ofertas para os leprosos eram: 1) a oferta pela culpa, 13; 2) a oferta pelo pecado, 19; 3) o holocausto, 19, com a oferta de manjares, 20. A oferta pela culpa era exigida por causa do estado de imundície, pelo qual o leproso passara (5.3) “ Seguia-se a oferta pelo pecado, e depois, o holocausto com a oferta de manjares. Com isso o homem era restaurado a seu estado legal de pureza e de comunhão com Deus e com os homens.
14.21 Azeite. Não era o óleo da santa unção dos sacerdotes, mas um azeite de oliva que foi consagrado especificamente para este culto religioso; simbolizava a dedicação a Deus desta vida renovada.
14.21-32 A concessão à pobreza permitia a substituição de duas rolas pelos dois cordeiros, exigidos conforme v. 10, e a diminuição do peso de farinha de três dízimas de um efa (10) para uma (21). Não se toleravam exceções para a oferta pela culpa (um cordeiro e um sextário de azeite), cujas cerimônias deveriam ser iguais para os ricos e para os pobres, sendo elementos essenciais e significativos. • N. Hom. As cerimônias elaboradas, e os exames cuidadosos, revelam que a pureza é importantíssima, e que não se obtém só por querer, Rm 9.16. A chave das cerimônias é o cordeiro da oferta pela culpa: 1) Foi morto para pagar a culpa; 2) Foi oferecido no lugar da oferta pelo pecado e do holocausto, vinculando estes três sacrifícios, v. 13; 3) Foi oferecido num lugar santo (Cristo levou Seu sacrifício até o Santuário Eterno, entrando no céu, Hb 9.24-25); 4) Esta oferta pertencia ao sacerdote, assim como a oferta dê Cristo é para alimentar o povo de Deus, o sacerdócio real, 1 Pe 2.9; 5) Esta oferta era santíssima, para um povo santo, do tipo que se descreve em 1 Pe.
14.25 É claro que só Cristo tem a capacidade para ser o Cordeiro verdadeiro, profeticamente aludido nestas cerimônias, cf. Êx 12.1-28n e referências.
14.34 Eu enviar a praga. Deste versículo alguém podia concluir que Deus é fonte imediata de toda a lepra; precisa-se, porém, ter em mente as seguintes considerações: 1) A Bíblia descreve aquilo que Deus permite dentro da Sua Providência como “ato de Deus”, Êx 15.26; Dt 7.15; 1 Sm 2.6; Pv. 3.33; Is 45.7; 2) Há certos casos onde vê o homem colhendo os resultados daquilo que semeou, Gl 6.7-8; 3) Em outros casos, não há um elo imediato com algum pecado específico, Jo 9.1-3. A alguma casa. Deve ser bolor, mofo, podridão. 14.41 Hoje sabemos que muitas doenças são devidas a bactérias que se multiplicam rapidamente sob condições favoráveis de escuridão e de umidade. Antes de os homens saberem disso, Deus já tinha providenciado leis higiênicas que preservariam os obedientes destas pragas.
14.44 Maligna. Lit. “irritação”, uma forma dá raiz mã'ar (traduzida “picar” em Ez 28.24), que só ocorre aqui.
• N. Hom. 14.33-47 A lepra que invade uma casa pode simbolizar o pecado que, querendo tornar conta de uma igreja, que é comparada a uma casa em Ef 2.19-22, e cujos membros são as pedras, 1 Pe 2.5. A primeira coisa a ser feita é remover os móveis, v. 36, que simbolizam todos os hábitos, costumes, cerimônias, e tradições que não têm fundamento na Palavra de Deus. Depois, procuram-se os sinais de corrupção e de podridão, 37; estes se reconhecem logo, seja na prática, na doutrina, seja no culto, pelo contágio que produzem, 39. Procede-se então à remoção das pedras contaminadas, 40 (a excomunhão individual conforme 1 Co 5.1-5). Se depois disto não há cura nem arrependimento, só resta a eliminação da casa, 45 (a rejeição da igreja, Ap 2.5 e 3.16).
• N. Hom. 14.48-53 Aplicando-se o caso da lepra de uma casa a uma igreja invadida pelo pecado, descreve-se aqui a cura. O sangue da ave sugere o sangue precioso e purificador de Cristo; sem esta doutrina da salvação pelo sacrifício de Cristo, uma igreja passa a ser apenas uma sinagoga de Satanás. As águas correntes lembram o Espírito Santo, cuja inspiração e poder trazem reavivamento a uma igreja pecadora. A ave viva é comparável ao pecador libertado, que voa livre e alegre pelo mundo depois de ser salvo, e o pau de cedro com o Madeiro que torna o crente capaz de participar da crucificação de Cristo, para que Cristo viva nele, Gl 2.19-20. O hissopo é aquilo que aplica o sangue purificador e sugere a fé, despertada pelo Espírito Santo. O carmesim fala de purificação e de segurança (e.g., Js 2.19-21), que é o caminho diário dos membros de uma igreja verdadeira.
14.48 Este segundo exame foi feito para verificar a eficácia da cura.
14.53 Conforme se fazia também com a pessoa leprosa (v. 7), libertava-se no campo o pombo vivo, para simbolizar assim a libertação de qualquer objeto da praga da lepra que o assolava.




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