2019/09/19

Estudo sobre Êxodo 6

Estudo sobre Êxodo 6

Estudo sobre Êxodo 6



Êxodo 6
3) Uma segunda revelação a Moisés (6.1-13)
Em resposta aos protestos de Moisés, vêm o lembrete da revelação especial que lhe foi dada e a repetição das promessas feitas a seus antepassados. Mas os oprimidos israelitas, que tiveram suas esperanças elevadas e depois cruelmente esmagadas, não dariam ouvidos aos devaneios de um Moisés. Para a discussão dos v. 2,3, cf. a introdução ao livro de Êxodo. v. 1. ele os expulsará', cf. 12.33,39. v. 2. Eu sou o Senhor: cf. v. 6,7,8, 29. v. 3. Deus todo-poderoso é a versão tradicional do hebraico ’El Shaddai. Mais provável é a ligação sugerida com a palavra acadiana shadu, ”montanha”, especialmente se lembrarmos a origem mesopotâmica dos patriarcas. “Deus da Montanha” seria o análogo da designação ”Rocha” para Deus no AT (assim Gole). Em Gn 17.1, Deus se apresenta a Abraão como ’El Shaddai e, de forma semelhante, a Jacó em Gn 35.11 (cf. 48.3). Fora do Pentateuco, o título ocorre principalmente em Jó, talvez como um arcaísmo propositado, v. 4. aliança-, estabelecida com Abraão (Gn 15.18ss; 17.1
14) e renovada com Isaque (Gn 26.3) e Jacó (Gn 35.12). v. 5. lembrei-me não sugere o esquecimento anterior, mas anuncia que o empreendimento da aliança está para ser concluído. Talvez essa seja a chave para entender o significado do texto obscuro de 4.24ss; Moisés provavelmente circuncidou a Sl mesmo, mas, mesmo assim, foi culpado no que diz respeito à exigência da aliança em Gn 17.9-14. Como ferramenta de Deus para conduzir Israel à bênção da aliança, ele, mais do que qualquer outro, precisa se conformar às exigências impostas por Deus. v. 6. resgatarei'. “a palavra hebraica usada aqui descreve o direito do membro de uma família de adquirir pessoas ou propriedades pertencentes a uma família que estivesse em perigo de perdê-las para demandantes externos” (Clements). Acerca do resgate de propriedades, v. Lv 25.25; de pessoas, Lv 25.47ss. O resgate é um dos temas principais na história de Rute e Boaz (Rt 4.1-12). A linguagem do resgate também é proeminente no desenvolvimento dos temas do “novo êxodo” em Is 40—55 (e.g„ 41.14; 43.1,14). v. 7. Cf. Gn 17.8; Êx 19.5,6. v. 8. jurek cf. Gn 22.15-18; 24.7. v. 12. não tenho facilidade para falar, “lábios incircuncisos”, no TM, dificilmente tem uma conotação moral como em expressões semelhantes em Jr 6.9 e 9.26. Moisés lamenta mais uma vez o fato de que não é um orador talentoso; as suas palavras não tinham tido nenhum poder de persuasão, nem mesmo diante do seu próprio povo.

4) A genealogia de Arão e Moisés (6.14-27)
Visto que a saga está para entrar em uma nova fase, e, do ponto de vista dos israelitas, uma fase mais gloriosa, apresenta-se agora a árvore genealógica de Moisés e Arão. Essa genealogia serve como um tipo de prefácio para o capítulo decisivo na história da libertação: “Foi a este Arão e a este Moisés [...]. Foram eles, Moisés e Arão, que falaram ao faraó...” (v. 26,27). Em virtude da importância subsequente do grupo de Arão na família, a atenção se volta agora para Arão; nem mesmo o comportamento de alguns descendentes de Moisés mereceria interesse genealógico (cf. Jz 18.30). v. 14ss. São listados os primeiros três filhos de Jacó, seguindo a ordem de Gn 46.8-11, e depois se apresenta a árvore genealógica de Levi com algumas gerações, v. 20. Joquebede talvez signifique ”o Senhor é glória”. Supondo que Moisés não mudou o nome de sua mãe (cf. Nm 13.16!), ele poderia ser usado como evidência de que o nome Jeová-Javé era conhecido antes da revelação a Moisés, ao menos por alguns israelitas. Mas v. a introdução a Êxodo. O casamento de Anrão com sua tia não seria permitido na legislação posterior (cf. Lv 18.12). Arão é mencionado pela primeira vez como o filho mais velho (cf. 7.7). v. 23. Como resultado da morte de Nadabe e Abiú (cf. Lv lO.lss), Eleazar sucedeu seu pai na função sacerdotal (cf. Dt 10.6). v. 25. Fineias (o “nú-bio”) e, provavelmente, Futiel são nomes egípcios. A incidência de nomes egípcios na tribo de Levi foi observada repetidas vezes por especialistas do AT. A genealogia apresenta um problema no fato de que a permanência no Egito cobre apenas quatro gerações, mas em outro trecho é dito que durou em torno de 400 anos (cf. Gn 15.13; Êx 12.40). Mas a seletividade como princípio de elaboração de genealogias bíblicas é bem conhecida. Kitchen (Ancient Orient and Old Testament, p. 54ss) argumenta que Anrão era o nome do grupo de famílias a que pertenciam Arão e Moisés; Nm 3.27,28, que apresenta os descendentes de Anrão como bastante numerosos já na época do êxodo, é citado em defesa desse ponto de vista.

5) O milagre da vara (6.28—7.13)
Esse milagre é bem distinto da série de pragas que logo se abateria sobre o Egito. Mesmo assim, introduz o tema do conflito que permeia os capítulos seguintes, à medida que Moisés e Arão demonstram a superioridade dos seus poderes dados por Deus diante da mágica do Egito. Uma proeza semelhante, para legitimação das afirmações de Moisés, já havia sido realizada diante dos olhos dos israelitas (4.2-5). v. 30. O protesto do v. 12 é repetido.

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