Josué 5 — Explicação das Escrituras

Josué 5 — Explicação de Josué

Josué 5 — Explicação de Josué




Josué 5

5.2 De novo, a circuncidar os filhos. Essa era outra maneira de relembrarem, por toda a vida, que os israelitas pertenciam exclusivamente a Deus. A circuncisão era um rito necessário para o povo poder participar dos privilégios e promessas da Aliança feita com Abraão e seus descendentes (cf. Gn 17.14; Êx 4.24). Parece que os israelitas deixaram de praticar a circuncisão durante a peregrinação no deserto, mas era necessária, antes de entrarem em luta contra as nações pagãs.
5.3 Gibeate-Aralote, ou “Outeiro dos Prepúcios”, foi a nome dado ao morro onde a circuncisão foi realizada.
5.6 Terra que mana leite e mel. É uma expressão muita usada no Pentateuco e denota a fertilidade da terra da Palestina, onde abunda capim e flores, para a subsistência de vacas e abelhas.
5.9 O opróbrio do Egito, i.e., a miséria e humilhação dos israelitas na escravidão, no Egito. Agora que estão entrando na terra, receberão a honra de serem uma nação com terra própria entre as outras nações importantes do mundo de então. Gilgal. A palavra significa “círculo de pedras”. Este acampamento foi situado a meio caminho entre o Jordão e Jericó. A palavra heb “galal” é a raiz de Gilgal e significa “revolver”.
5.10 Páscoa. No quarto dia após a passagem do Jordão, cabia, como primeiro ato do povo, celebrar a Páscoa (cf. 4.19).
5.12 Cessou o Maná que Deus mandara durante 40 anos, desde que os israelitas entraram no deserto de Sim, perto do Sinal (cf. Êx 16.1-15). Cristo é o nosso maná espiritual durante nossa jornada no mundo desde o dia de nossa salvação até que o vejamos “face a face” (cf. Jo 6.31-34; 1 Jo 3.2).
5.14 Príncipe do Exército do Senhor. O Homem que Josué viu e que se identificou como ”Príncipe do Exército do Senhor” era Deus mesmo (cf. 6.2), provavelmente na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Seria então uma teofania (cf. Êx 14.19; Gn 12.7; 18.22-33; 35.9). • N. Hom. “A guerra santa”. Longe de sermos abandonados na batalha deste mundo, Deus em pessoa dirige e controla a luta que Ele nos manda travar (cf. Ef 6.10-18 e notas). 1) Mais importante ainda, que a luta visível, terrestre, se trava a verdadeira guerra santa contra as forças da maldade do Diabo (Lc 10.17-20); 2) O próprio Senhor está à testa, nesta luta, até o fim, tendo dado sua vida para vencer junto conosco (Hb 2.9,10); 3) Nosso alistamento na batalha vem através da verdadeira adoração (Rm 10.9; 2 Co 12.9, 10) e santidade que Ele nos fornece (Hb 2.11) e a nossa entrega completa a Ele (cf. Rm 12-1, 2). Tudo isto Josué reconhecia por meio deste encontro com o Senhor, ainda que, no seu caso, se tratava de luta física (cf. Nm 22.22; 2 Rs 6.17).

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