Levítico 15 — Explicação das Escrituras

Levítico 15 — Explicação das Escrituras

Levítico 15 — Explicação das Escrituras


Levítico 15

15.1-3 Certos fluxos do corpo eram normais, mas causavam impureza cerimonial. Outros fluxos eram anormais e indicavam doenças. As doenças venéreas eram usualmente transmitidas através das relações sexuais promíscuas, sendo, pois, claramente associadas ao pecado.
15.2 Fluxo. Heb zãbh do verbo zübh “fluir” tão comum na expressão: que mana mel e leite” (20.24), aqui se refere ao fluxo menstrual ou seminal. A mesma raiz produz a palavra zôbh, também traduzida “fluxo” (na segunda ocorrência neste versículo), que se refere a alguma impureza que a Septuaginta traduz “gonorréia”, doença conhecida desde a antiguidade mais remota, sendo tão antiga como o pecado que a produz.
15.3 O homem continuava a constar como imundo até que, fisicamente curado, era também cerimonialmente purificado, 13-15.
15.4-12 Regulamentava-se o isolamento completo para essas pessoas doentes.
15.7 Três mandamentos para aqueles que tocassem numa pessoa com fluxo: 1) Lavar suas roupas 5-11; 2) Banhar seu corpo, 11; 3) Permanecer imundo até a tarde, isto é, passar o resto do dia observando a separação exigida pela impureza cerimonial e física, 13.45-46 (Nota).
15.8 Cuspir sobre alguém era um costume oriental que demonstrava desprezo, expressando um insulto (Nm 12.14; Dt 25.9; Jó 30.10; Is 50.6; Mt 26.67), Até a tarde. Isto significava a imundície cerimonial até ao poente, que era o fim do dia israelita. Durante esse tempo de imundície, a pessoa não podia oferecer sacrifício algum.
15.9 Sela. Heb merkabh, lit. “algo para sentar-se”, traduzido “carro” em 1 Rs 4.26, e ”assento” em Ct 3.10. A forma significa “carro”.
15.12 Vaso de barro. Estes vasos porosos retinham a sujeira e deixavam os germes se desenvolverem; haveria muito mais facilidade em lavar e purificar os vasos de madeira e de metal, cf. 6.28 (Nota).
15.13 Águas correntes. Excelente, profilaxia contra as bactérias.
15.17 Pele. Estas peles cabeludas eram os assentos e os colchões do povo.
15.25-27 Os hebreus tinham sido abençoados com uma revelação particular e específica de Deus, e por isso mesmo, somente a Ele podiam prestar culto. A impureza moral separa o adorador do seu Deus. A impureza física, sem ser estritamente pecado, certamente não podia ser classificada como santidade e, além disso, sugere o pecado. Nunca se deve esquecer do fato de estarmos adorando o Deus da santidade; era esta a razão de ser destes sacrifícios de purificação.
15.31 Estas leis tinham como objetivo principal gravar nas mentes dos israelitas a necessidade da reverência para com o santuário de Deus. Para que o culto prestado a Deus lhe fosse aceitável, era necessário uma grande prudência religiosa, para andar em pureza de coração e santidade de vida. Estas leis faziam os adoradores compreenderem seu papel de pecadores neste mundo transitório, tão cheio de tentações e de corrupção, e que por isto mesmo sempre haveria a necessidade da misericórdia divina, do perdão através da grande expiação que se prefigurava em todos esses sacrifícios e purificações.
15.32 Fluxo. Heb zôbh, o segundo dos sentidos mencionados no v. 2n.

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