2016/05/30

Interpretação de Levítico 19

Interpretação de Levítico 19

Interpretação de Levítico 19





Levítico 19
Referentes à Ordem Social. 19:1-37.
1,2. Este é um dos maiores capítulos do V.T. É uma antecipação mosaica do próprio espírito do Sermão da Montanha. O conteúdo se relaciona intimamente com os Dez Mandamentos na afirmação, Eu sou o Senhor vosso Deus, que se repete freqüentemente como um refrão. O Livro da Aliança (Êx. 21.23) revela do mesmo modo alguns dos mandamentos que se encontram aqui. Santos sereis. O motivo e a inspiração para obediência aos mandamentos que se seguem devia ser a santidade de Deus. O povo hebreu devia medir a sua própria santidade pela de Deus. Obediência aos mandamentos divinos garantiria que permanecessem uru povo de Deus separado e peculiar.
3. Cada um respeitará a sua mãe e a seu pai. Este mandamento deve ter sido colocado em primeiro lugar reconhecendo a verdade que, se uma criança aprende a respeitar seus pais e o Dia do Senhor, mais prontamente respeitará os mandamentos do seu Senhor.
4. Não vos virareis para os ídolos. A ordem para não se achegarem aos ídolos ('elilim, “vaidade”, “vacuidade”, “nada”) certamente os separava de seus vizinhos idólatras.
5. Oferecê-lo-eis para que sejais aceitos. Cons. 7:15-18.
9-18. Mandamentos Referentes ao Relacionamento de um Homem com o Seu Próximo. O amor e a generosidade deviam motivar o curso da ação a ser seguido.
9,10. Não rebuscarás a tua vinha. Provisão para o pobre e o forasteiro devia ser feita deixando que um pouco da colheita ficasse nos campos para eles. (Cons. Dt. 24:19-21, onde as azeitonas estão incluídas no mandamento.)
12. Nem jurareis falso pelo meu nome. Jurar falsamente pelo nome de Deus seria fazê-lo com o intuito de enganar ou defraudar alguém, ato esse que profanada (heileil, “desacreditar, tomar comum”) o Seu Santo Nome.
13. A paga do jornaleiro. Ordena-se o pronto pagamento do salário devido.
14. Não amaldiçoarás ao surdo. Ridicularizar o surdo e o cego é proibido. Uma vez que Deus sabe de tudo, o temor do castigo devia impedi-lo.
15. Não farás injustiça . . . nem favorecendo o pobre. Não devia haver dois padrões de justiça: um para os ricos e outro para os pobres (cons. Dt. 25:13 e segs., onde dois tipos de peso e medida são mencionados). A administração da justiça devia ser igual a todas as classes sociais. Isto aparece com o tributo de Amós (veja 2:6, 7; 4:1; 5:11, 12, 24).
16. Não atentarás contra a vida do teu próximo. Um homem não devia tentar contra a vida do mu próximo, nem pela acusação, nem pelo silêncio.
17. Mas repreenderás (de yeikah) envolvia dizer-lhe onde estava o seu erro. Fazê-lo com sinceridade revelaria não apenas ausência de ódio mas também um desejo sincero de progresso. Uma palavra de repreensão que não foi dita poderia encorajá-lo a permanecer no pecado, fazendo o outro participar do seu pecado.
18. Não te vingarás, nem guardarás ira. Um homem não devia se vingar (neiqam), nem guardar rancor contra (neitar) seu próximo. Neitar significa literalmente observar e assim alimentar a malícia no coração contra alguém. Antes, o amor devia ser a regra (cons. Mt. 19:19; 22:39; Rm. 13:9; Gl. 5:14).
19-25. Orientação para Salvaguardar a ordem Moral. De acordo com Keil e Delitzsch, este grupo de mandamentos dados ao Povo Escolhido tinham o intuito de “manter a ordem física e moral do mundo sagrado” (KD, Pentateuch, II, 421). No versículo 19 o povo é instruído a deixar como estão as coisas separadas pela criação. Diversos tipos de animais não deviam ser cruzados. Como também diversos tipos de sementes não deviam ser semeadas juntas. Não se devia fiar também fazendas com fios de linho e lã juntos.
20. Uma mulher, se for escrava. O fato da escrava, embora desposada, não ter sido resgatada nem libertada serviria de proteção para ela contra a sentença de morte pelo pecado mencionado (cons. 20:10). E o homem deveria trazer uma oferta pela culpa ao Tabernáculo para obter o perdão pelo seu pecado (vs. 21, 22).
23. Ser-vos-á vedado o seu fruto. Na terra na qual iam entrar, não deveriam comer os frutos das árvores durante os quatro primeiros anos. Os frutos dos três primeiros anos teriam de ser considerados imundos ou proibidos, enquanto os do quarto ano seriam dedicados ao Senhor como oferta de ação de graças.
25. No quinto ano. Permitiam comer o fruto no quinto ano, e de acordo com a obediência do povo, as bênçãos do Senhor seriam sobre a futura produção de frutos. O motivo único para a proibição dos quatro anos não estava na dedicação do fruto aos espíritos do campo ou aos espíritos da fertilidade, mas simplesmente, “Eu sou o Senhor vosso Deus”.
26. A primeira parte deste versículo é em grande parte uma repetição de 17:10 e segs. Agourar e adivinhar era praticar feitiçaria.
27. Não cortareis o cabelo em redondo. Um antigo costume árabe religioso exigia que o cabelo e a barba fossem aparados dessa maneira. A proibição do costume tomou-se necessária para que os judeus fossem distinguidos dos pagãos.
28. Não ferireis a vossa carne. Proíbe-se qualquer desfiguramento voluntário da pessoa. Incisões e tatuagens no corpo eram praticadas pelos pagãos.
29. Não contaminar a tua filha, fazendo-a prostituir-se. Tal atitude resultaria na dissolução do lar, o centro da sociedade.
30. Guardareis os meus sábados. Honrando o Dia do Senhor e a Casa do Senhor, estabelece-se o alicerce para uma nação santa.
31. Necromantes. . . adivinhos. Procurar médiuns e feiticeiros indicaria falta de confiança e dedicação ao Senhor.
32. Cãs. Respeito pela autoridade e sabedoria terrenas é um pré-requisito do respeito pelo julgamento e mandamentos do Senhor.
33. Se o estrangeiro peregrinar. Por causa do tratamento divino dos judeus no Egito, eles também deviam ser gentis e bondosos com o estrangeiro que viesse morar entre eles, amando-o como se fosse um deles (v. 34).
35. Não cometereis injustiça. Justiça e honestidade escrupulosa deviam constituir a regra em todos os negócios com o próximo. 


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