2016/05/30

Interpretação de Levítico 26

Interpretação de Levítico 26

Interpretação de Levítico 26


Levítico 26
Promessas e Advertências. 26:1-46.
Depois dos dois primeiros versículos, que parecem resumir os quatro primeiros mandamentos, os versículos 3-13 falam das bênçãos da obediência, os versículos 14-39 falam dos castigos da desobediência, e os versículos 40-45 prometem perdão para o arrependimento.
1,2. Não fareis para vós outros ídolos. Proibindo-se a idolatria (v. 1) e exigindo a guarda do sábado (v. 2), os quatro primeiros dos Dez Mandamentos estão, por assim dizer, resumidos. Ídolos (elilim) eram, literalmente, coisas da nulidade. Imagem de escultura (pesel) era uma imagem esculpida ou fundida. Uma coluna (masseba) era, como indica o nome, uma coluna levantada para adoração. Pedra com figuras ('eben maskit) era uma pedra esculpida. Se a idolatria fosse abandonada pelo povo e se os Sábados do Senhor recebessem o devido respeito, a possibilidade de que apostatassem reduzia-se consideravelmente.
3,4. Eu vos darei as vossas chuvas. Obediência aos mandamentos do Senhor resultaria em melhoria na situação da agricultura nacional (cons. II Cr. 7:14).
5. Comereis o vosso pão a fartar, isto é, até a satisfação (soba’; cons. 25:19).
6. Estabelecerei paz na terra. A segurança prometida no versículo 5 (cons. 25:18, 19) fica reforçada pela promessa de paz (shalom), mental e nacional, que resultaria na capacidade de se viver uma vida abundante.
7,8. Perseguirei os vossos inimigos. Na eventualidade, contudo, de haver guerra, teriam vitória completa e fácil.
10. Para dar lugar ao novo, um meio de expressar a abundância de provisões.
11,12. Deus estabeleceria o Seu tabernáculo (mishkein), isto é, Seu lugar de habitação, entre eles; e eles teriam consciência contínua de Sua presença no meio deles.
13. Eu sou o Senhor vosso Deus. O livramento gracioso realizado pelo Senhor há tão pouco tempo, testificava que as promessas feitas nos versículos precedentes eram promessas nas quais podia-se confiar.
14,15. Mas, se me não ouvirdes. Exatamente o oposto dos versículos precedentes sobreviria a Israel se a nação fosse desobediente e infiel. A rebeldia foi descrita de quatro maneiras: rejeitar, aborrecer, não cumprir e violar.
16-39. Os Detalhes das Maldições.
16. Porei sobre vós terror. O terror sobreviria na forma de doenças que fariam a vida definhar. Seus inimigos devorariam suas colheitas, de modo que as sementes seriam inúteis.
17. Voltar-me-ei contra vós. Seus inimigos os subjugariam tão completamente e Israel ficaria tão fortemente intimidado, que chegaria até a fugir de um inimigo não existente (cons. v. 36 e Pv. 28:1). 
18. Sete vezes indica uma intensificação ainda maior dos castigos. Esta ameaça se repete nos versículos 21, 24, 28. 19,20. Os céus . . . como ferro não dariam chuva e a terra como bronze não produziria nada.
25. A espada vingadora da minha aliança executaria a sentença prescrita para a Violação do relacionamento estabelecido pela aliança.
26. Quando eu vos tirar o sustento. O fornecimento do pão ficaria tão reduzido que um só forno seria o suficiente para assar o pão preparado para dez famílias. O pão seria racionado e, em contraste à situação de 26:5, o que fosse comido não daria satisfação. Micklem entende que, considerando que cada casa tem o seu próprio forno, o quadro de dez mulheres assando em um só forno indica “a interrupção da vida em família” (Nathaniel Micklem, IB, II, 129). É mais provável, entretanto, que aqui se descreva a escassez do alimento e não a dissolução do lar.
29. Comereis a carne de vossos filhos. A severidade da fome resultaria em canibalismo dentro do círculo familiar (cons. II Reis 6:28, 29; Lm. 4:10).
30. Deuses. Gillulim, de geilal, “envolver”, era um termo de escárnio, o qual se referia aos objetos adorados como “cabeças duras” ou “imbecis”.
32,33. Assolarei a terra. Estas palavras prevêem o tempo da ocupação inimiga e o exílio.
34,35. Então a terra folgará nos seus sábados. Durante o período do exílio a terra poderia finalmente jazer inculta, já que a ganância do povo não o permitira antes. “Assim como a terra geme sob a pressão do pecado dos homens, também se regozija no livramento dessa pressão, e na participação do bendito repouso de toda a criação” (KD, Pentateuch, II, 476).
36,37. Eu lhes meterei no coração tal ansiedade. Desmoralização completa seria o quinhão dos exilados (veja coment. sobre v. 17).
38. . . . vos consumirá refere-se a ambos, a morte sob as mãos do inimigo e a absorção por eles (cons. Nm. 13:32).
39. Consumidos vem de meiqaq, “diluir ou decompor”. Sofreriam, não apenas pelos seus próprios pecados, mas também pelos de seus pais. A palavra traduzida para iniquidade ('eiwon) envolve ambos, castigo e pecado (cons. Tg. 1:15).
40-42. Mas se confessarem a sua iniquidade. Se, contudo, Israel percebesse e confessasse que o seu castigo provinha de Deus, justo e merecido pela rebeldia e perversidade dos corações do seu povo, então Deus se lembraria da aliança feita com os patriarcas.
43. Mas a terra . . . folgará nos seus sábados. Mesmo tendo Israel de abandonar sua amada terra, a qual por isso ficaria inculta, e mesmo sofrendo por algum tempo o castigo do seu pecado, ela se arrependeria e seria perdoada, e a aliança seria renovada pelo Senhor, seu Libertador da escravidão do Egito. 

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