2016/10/05

Levítico 23 — Explicação das Escrituras

Levítico 23 — Explicação das Escrituras

Levítico 23 — Explicação das Escrituras




Levítico 23

23.2 Festas fixas. 1) A festa semanal do Sábado, 2-3; 2) A festa anual da Páscoa, 4-5; 3) A festa anual dos pães asmos; 6-8; 4) A festa anual das Primícias, 9-14 (na época da festa de Pentecostes); 5) A festa anual do Pentecostes, 15-21; 6) A festa anual das Trombetas, 23-25, que era a festa do Ano Novo hebraico (setembro-outubro); 7) A festa anual dos Tabernáculos, 33-34, na época do Ano Novo.
23.3 A guarda do sábado era o quarto mandamento do decálogo. A festa semanal que constituía, era mencionada em primeiro lugar, sendo que forma a base para as festas mensais e anuais, servindo assim de introdução à enumeração das festas em geral. O sétimo dia ocupa o primeiro lugar entre estas ordenanças de Deus. Ricos e pobres deveriam gozar igualmente deste descanso sagrado.
23.4 Convocações. Heb mô'adim, lit. “assembléias”, “convenções”, convocadas para determinado tempo e lugar; cf. Êx 23.14-17; 34.22-44; Dt 16.1-17. Aqui as convocações são religiosas, mas a mesma palavra se usa para o povo de Israel reunido em plenário para vários fins.
23.5-14 A festa dos pães asmos. Guardava-se separada da Páscoa, apesar de estas festas terem íntima conexão uma com a outra. A Páscoa era celebrada no dia 14 do mês de Nisã, veja 23.5, enquanto a festa dos pães asmos começava no dia 15 e continuava durante sete dias. juntas formavam uma festividade dupla, assim como também é o caso da festa dos tabernáculos, juntamente com o dia da expiação. No tempo de Jesus, as festas da Páscoa e dos Pães Asmos já eram tratadas como uma só, Mc 14.1, 12; Lc 22.1. Isto se devia, sem dúvida, ao fato de não haver intervalo entre as duas festas, e também porque ambas celebraram a mesma libertação do Egito, Êx 12.1-28.
23.5 A Páscoa. Comemorava a histórica saída do Egito, Êx 12. O ponto central da celebração era a morte do cordeiro pascal que redimia os primogênitos da morte. A festa enfatizava o direito de Deus sobre os primogênitos e a contínua necessidade da redenção do homem. O cordeiro do qual nenhum osso devia ser quebrado, tipificava Cristo como o nosso Cordeiro pascal que Se deu a Si mesmo em sacrifício por nós, Jo 19.36; 1 Co 5.7. As duas festas vinham na época do começo da sega da cevada, coincidindo com o Dia das Primícias, dos primeiros frutos, quando um molho se trazia para apresentar ao Senhor como sacrifício movido. A páscoa se comemorava no crepúsculo da tarde, antes da lua cheia do mês de Nisã (um mês que nunca coincide exatamente com nenhum dos nossos, por ser lunar o calendário dos judeus). Às vezes cai em março, às vezes em abril.
23.15 Na época do Antigo Testamento era chamado a festa das semanas aquilo que nós chamamos de “pentecoste”, que é a palavra grega usada no Novo Testamento, e que significa justamente “cinqüenta dias” ou seja, .as sete semanas que se contam desde a época da oferta de gratidão pelas primícias. Celebrava-se no 50° dia depois da festa dos pães asmos. Foi durante essa festa que o Espírito Santo desceu sobre a Igreja Apostólica, que se verificou com grandes sinais, cinqüenta dias depois da ressurreição do Senhor Jesus Cristo de entre os mortos At 2.1-4. No Antigo Testamento, a festa se referia a frutos físicos da terra; no Novo Testamento, celebrava as primícias da Igreja de Cristo (os 120 crentes reunidos, At 1.15), e as primícias da unção do Espírito Santo (Rm 8.23; 11.16; Tg 1.18).
23.24 Trombetas. Essa festa memorial era celebrada no primeiro dia do sétimo mês (Tishri), Tocavam-se as trombetas e ofereciam-se sacrifícios, Nm 29.1-6. Era um dia de santa convocação e descanso, 24-25. Inaugurava o sétimo mês do calendário religioso, tendo assim uma conexão especial com o sábado (Ne 8.9-10) e constava como o inicio do calendário civil.
23.26-32 Aqui há um resumo da descrição do Dia da Expiação, que agora completava a lista de festas de “descanso solene”, v. 3. Cf. 16.1-10n. Era esta Festa que mais falava sobre a obra sacrificial e sacerdotal de Jesus Cristo, Hb 9.6-28.
23.31 Os motivos para o descanso do trabalho: 1) Relaxamento do corpo; 2) Tempo para prestar culto solene ao Senhor; 3) Tempo para meditação sobre Jeová, nosso Redentor, Amigo é Soberano, já que não é possível tal concentração mental e espiritual enquanto se trabalha.
23.33-43 A Festa dos Tabernáculos. Comemorava a jornada dos israelitas pelo deserto depois da saída do Egito. Exigia-se que os israelitas vivessem por sete dias em cabanas feitas de galhos de árvores. Era também chamada a festa das colheitas, uma vez que vinha no fim da sega. O jejum do dia da expiação era, pois, seguido por uma festa de júbilo. A natureza da festa era tríplice: 1) Era uma festa de alegria, 40; 2) Era uma festa de gratidão pela ceifa que ainda era uma bênção de recente memória, 39; 3) Era uma festa de recordação de uma bênção antiga e inesquecível, 43.
23.34 Esta primeira descrição da Festa dos Tabernáculos, vv. 34-36, nos indica também o primeiro cumprimento do seu significados é a vinda do Senhor Jesus Cristo para morar entre os homens. Pois Jesus não podia ter nascido em dezembro, que é um mês de neve em Jerusalém, durante o qual nenhum rebanho estaria nos campos (Lc 2.8-11). Que, provavelmente, nasceu na época da Festa dos Tabernáculo, em outubro pode ser calculado assim: Zacarias exercia seu turno em julho (Lc 1.5, 8) por ser do turno de Abias, o oitavo turno do ano eclesiástico que começava em março (1 Cr 24.10). Foi o mês da concepção de João Batista, Lc 1.23-24, que nasceu, pois, em abril do ano seguinte. Jesus nasceu seis meses mais tarde, Lc 1,26, portanto em plena Festa dos Tabernáculos.
23.39 Esta segunda descrição da Festa dos Tabernáculos, depois de se ter encerrado o assunto das festas (vv. 37-38), aponta para o segundo cumprimento do seu significado: a segunda vinda de Cristo, depois da qual Deus vai habitar entre os homens, fazendo Seu tabernáculo entre eles, Ap 21.1-3.



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