Levítico 25 — Explicação das Escrituras

Levítico 25 — Explicação das Escrituras

Levítico 25 — Explicação das Escrituras


Levítico 25

25.1-7 Sábado de descanso solene para a terra. O principio de haver um sábado ou descanso cada semana, se estende aqui aos anos também, havendo um ano sabático cada sete anos. Isto era como que um reconhecimento do direito de Deus sobre a terra, 24.23. Deus havia dado a terra aos seus servos (Israel), e esperava que fossem mordomos fiéis. Enquanto Israel confiasse em Deus, podiam contar com a promessa divina de boas colheitas, para que houvesse bastante suprimento para o sétimo ano, no qual não podia haver sega. Isso também ajudava a manter a fertilidade do solo, permitindo que ficasse sem ser lavrado em certas épocas. O sétimo ano era também aquele no qual os senhores davam liberdade aos servos. Êx 21.2; Dt 15. Isto permaneceu como um ideal raramente cumprido, 26.35; Jr 34.14.
25.8-55 O ano de jubileu. Vinha depois de cada sétimo ano sabático, portanto no qüinquagésimo ano. Nesse ano, todos os escravos tinham sua liberdade restaurada, e todos os proprietários recebiam seus haveres em restituição, além de haver um cancelamento geral de todas as dívidas. Esta era uma excelente maneira de evitar os extremos de riqueza demasiada e de pobreza aviltante. O preço da terra vendida ou arrendada era baseada no número de anos durante os quais poderia ser usada até ao ano do jubileu, que começava no dia da expiação. Em Ezequiel, este ano foi chamado ”ano da liberdade”, Ez 46.17; parece que Isaías se refere ao jubileu quando profetiza sobre “o ano aceitável do Senhor”, Is 61.2. Se este for o caso, então aprendemos de Lc 4.18-19 que tudo aquilo que for implícito no ano do jubileu achou seu cumprimento em Cristo, na Sua obra de desatar as cadeias do pecado humano para oferecer aos homens a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Um dos propósitos do jubileu era resolver o problema da pobreza herdada, invadindo geração após geração. Cada família pobre recebia um novo começo depois de cinqüenta anos, com a restauração da liberdade e da herança. Desde que os israelitas eram servos de Deus, libertos da escravidão no Egito, nunca deviam se tornar escravos, nem mesmo quando à necessidade os forçava a trabalhar no serviço alheio, 39, 43, 55.
25.11 Jubileu. Heb yõbhel, “carneiro” e depois, o “chifre de carneiro” que se usava para formar uma buzina especialmente empregada para proclamar este ano do jubileu. A raiz da palavra pode ser yãbhal, “guiar”, “carregar”, aplicada tanto à nota longa e carregada que se tocava na ocasião, como à idéia de reconduzir e restaurar as coisas empenhadas e as pessoas escravizadas,
25.16 O número das colheitas até o ano do jubileu determinava o valor corrente da propriedade.
25.17 Uma das causas do cativeiro foi a inobservância deste mandamento.
25.22 Era necessário ter fé para agir baseado nessas afirmações e, por isso, parece que poucos praticavam estas ordenanças de maneira completa.
25.28 Em Rt 4.1-12 podemos ver as leis da redenção em prática, com Boaz, ancestral de Cristo, como redentor. Se um homem perdesse sua herança, ele mesmo, ou um dos seus parentes (v. 49 com a Nota) podia reavê-la, na condição de pagar o valor estimativo das colheitas, até o jubileu.
25.29-31 As casas das aldeias eram consideradas como parte da herança das famílias que receberam aquelas terras de Deus, na ocasião da divisão da terra. Ficavam dentro da herança da família, ou perto dela, e eram essenciais para se poder atender de perto todos os misteres agriculturais das heranças. As casas dentro das cidades podiam ter sido adquiridas para propósitos comerciais, ou por motivos do enriquecimento particular das famílias. As casas dos levitas não estavam incluídas neste regulamento, mesmo quando ficavam, dentro das cidades muradas. O ideal dos israelitas sempre era que cada um possuísse suficiente terreno, com casa, horta, pomar e curral, para seu sustento próprio. Qualquer mão de obra perita, ou qualquer viagem de negócios, seria um esforço extra para os que queriam “progredir”.
25.39-42 Comparar com Êx 21 2, que coloca o sexto ano como limite para um hebreu servir ao seu senhor,” ainda que tenha sido comprado.
25.49 Parente. Heb gõ'el, que tem dois sentidos: 1) Redentor, alguém que liberta mediante um pagamento; 2) Vingador, alguém que exigia a prestação de contas por algum dano feito. Em ambos os casos, o gõ'el era um parente próximo, que cuidava dos interesses da família. O “Redentor” é um belo tipo de Cristo: 1) Redimia pessoas e heranças, Gl 4.5; Ef 1.7, 11, 14; 2) O redentor tinha que ser um parente, Rt 3.12, 13; Gl 4.4; Hb 2.14, 15; 3) O redentor tinha que possuir condições para redimir, Rt 4.4-6; Jr 50.34; Jo 10.11, 18; 4) A obra do redentor se completava ao pagar satisfatoriamente o justo preço exigido; 25,27; 1 Pe 1.18, 19, Gl 3.13. Veja Pv. 23.11 e, sobre “Vingador” Nm 35.12.

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