2016/05/30

Interpretação de Levítico 14

Interpretação de Levítico 14

Interpretação de Levítico 14



Levítico 14

14:1-57. Purificação de Leprosos e Coisas Leprosas. A primeira parte do capítulo (vs. 1-32) foi dedicada à purificação do leproso. A segunda parte (vs. 33-57) apresenta o processo a ser seguido no caso da lepra existir nas casas.
14:2. Será levado ao sacerdote. Quando o leproso apresentava-se aparentemente curado e buscava sua restauração na sociedade, devia ser levado ao sacerdote, que se encontraria com ele fora da cidade.
14:4. Duas aves vivas. Para mais referências a estas aves (sipporim), veja Gn. 15:10, onde está registrado que Abraão usou tais aves para sacrifício, e Êx. 2:21, onde a esposa de Moisés foi chamada de Zípora ('sippora). A espécie das aves não foi declarada. Carmesim (shenit to la'at), literalmente, “estofo carmesim”, um pequeno pedaço de fazenda vermelha.
14:5. Mandará também o sacerdote que se imole uma ave. O sangue da ave imolada devia ser misturado com água no vaso de barro.
14:6. Tomará a ave . . . e o estofo carmesim. A fazenda vermelha provavelmente era usada para manter juntos o pau de cedro e o hissopo com o fim de mergulhá-los na mistura de água e sangue.
14:7. E soltará a ave viva. Talvez significasse que assim como uma das aves dava sua vida como símbolo e em lugar do leproso, a outra simbolizava a liberdade recém-adquirida do homem de retomar ao seu lugar entre o povo e na casa de adoração, de onde fora excluído. No versículo 53 o mesmo ritual é chamado de “expiação” (kipper).
14:8. Aquele que tem de se purificar. O homem não tinha ainda permissão de entrar na comunidade. Depois de se lavar completamente e às suas vestes e de remover o seu cabelo, devia ficar fora mais sete dias. Depois desse período a lavagem e a raspagem do cabelo tinham de ser repetidas.
14:10. No oitavo dia. No oitavo dia devia trazer os elementos necessários para uma oferta pela culpa, uma oferta pelo pecado, uma oferta queimada e uma oferta de maniates. Quantidade de farinha era de cerca de três décimos de uma efa. O sextário continha cerca de um quartilho de azeite.
14:11. E o sacerdote. A oferta pela culpa devia ser feita pelo sacerdote representando o homem na maneira indicada.
14:15. O sextário de azeite. O azeite, depois de aspergido diante do altar para ser consagrado ao Senhor e santificado para uso posterior, devia ser empregado de modo idêntico ao sangue no versículo 14.
14:18. O restante do azeite. O azeite restante devia ser usado para unção da cabeça do homem.
14:19. O sacerdote fará a oferta. A oferta pelo pecado, a oferta queimada e a oferta de manjares, todas as três eram feitas.
14:21-32. Provisão especial pelos pobres. Estes versículos explicam como se providenciavam todos os elementos indicados em 14:10 para aqueles que não tinham posses para obtê-los. Permitia-se uma redução no caso da oferta pelo pecado, na oferta queimada e na oferta de manjares; mas a oferta pela culpa permanecia a mesma, isto é, um cordeiro. Os versículos 23-32 simplesmente repetem o procedimento descrito nos versículos 11-20 a ser observado na oferta dos sacrifícios, indicados para a restauração do homem ao estado de pureza.
14:34. A praga da lepra a alguma casa. A presença de uma praga nas paredes internas de uma casa exigia o exame de um sacerdote. Poderia ser uma espécie de mofo ou alguma forma de podridão, mas indicava ação específica da parte de Deus e não podia ser ignorada nem tratada sem a supervisão e instrução sacerdotal. Problemas sanitários deviam estar envolvidos, mas o acontecimento não deixava de ter também um significado religioso.
14:36. Que despejem a casa. Ao que parece aqueles que moravam na casa e o mobiliário podiam estar contaminados pela praga que se apresentava nas paredes. Conseqüentemente a casa tinha de ser esvaziada antes da inspeção sacerdotal.
14:37,38. E examinará a praga. Sob certas condições a casa tinha de ser fechada por sete dias para se observar o desenvolvimento da praga. Em caso positivo, as porções contaminadas das paredes tinham de ser removidas e aquelas partes deviam ser completamente reparadas.
14:43. Se a praga tornar a brotar. Se, contudo, a praga continuasse a se espalhar pelas paredes, devia-se tomar medidas mais rigorosas. Toda a estrutura devia ser derrubada e o material abandonado.
14:46. Aquele que entrar na casa. Durante o período de observação, qualquer pessoa que entrasse na casa tulha de ser considerada imunda, e medidas adequadas de limpeza tinham de ser adotadas.
14:48. Porém, tornando o sacerdote a entrar. Se depois da reforma da sessão atingida, a praga não se espalhasse, a casa podia ser considerada limpa.
14:49. Para purificar a casa. Na purificação da casa deviam ser usados os mesmos elementos sacrificiais e o mesmo procedimento seguido na purificação do leproso curado (vs. 4 -7). 

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