2016/05/30

Interpretação de Levítico 24

Interpretação de Levítico 24

Interpretação de Levítico 24



Levítico 24

O Uso Santo dos Objetos. 24:1-23.
O capítulo pode ser dividido ora três tópicos: 1) o azeite para o candelabro (vv. 1.4); 2) o pão da proposição (vv. 5-9); e 3) blasfêmia e vingança (vv. 10-23).
2. Azeite puro de oliveira. O azeite para o candelabro tinha de ser fornecido pelo povo para que se tivesse certeza de que este seria mantido aceso o tempo todo. Cons. Êx. 27:20, 21, onde as mesmas instruções são apresentadas conforme nos versículos 2 e 3 aqui. Para a obtenção deste azeite, primeiro era preciso bater ou espremer as azeitonas, para lhes extrair o liquido. Depois coava-se o liquido para remoção da polpa. Depois, quando o azeite subia à superfície do líquido, era retirado.
3. Testemunho. Uma referência ás Tábuas da Lei colocadas na arca por trás do véu (Êx. 25:16; cons. Dt. 31:26. Na primeira, 'edut foi usado, como em Levítico. Na segunda, usou-se 'ed, Ambas significam “testemunho”).
4. Castiçal (E.R.C.), Antes, candeeiro, uma vez que são lamparinas que estão envolvidas e não velas.
5. Duas dízimas de uma efa. Duas dízimas de uma efa, como em 23:13, 17. Isto significa que cada filão de pão asmo continha cerca de 2,84 kgs.
7. Incenso. Possivelmente era colocado em pequenos recipientes de ouro que ficavam sobre cada fileira (cons. Jos. Ant. iii. 10:7), não diretamente sobre o pão. Estava com o pão como lembrete ('azkeira; cons. comentário sobre 2:3), enquanto o incenso propriamente dito era provavelmente jogado sobre o fogo do altar.
8. Da parte dos filhos de Israel. Como no caso do azeite (v. 2), o pão da propiciação devia ser fornecido pelo povo.
9. E será de Arão e de seus filhos. Depois que o incenso tinha sido oferecido através do fogo ao Senhor, o pão devia ser comido pelos sacerdotes.
10. O filho de uma israelita. O filho do egípcio, acompanhado de sua mãe judia, incluía-se, ao que parece, entre o “misto de gente” de Êx. 12:38. De acordo com Dt. 23:7,8, ele não era considerado, como tudo indica, parte da “congregação do Senhor”. A natureza da discussão entre ele e o israelita não ficou declarada.
11. A palavra traduzida para blasfemou vem de neiqab e literalmente significa “aborrecer, ferir, marcar, distinguir ou designar”. Não indica uma falta de reverência em si mesmo (cons. Nm. 1:17, onde foi traduzido para “designar”) mas no contexto desta passagem não há dúvida quanto à intenção do significado. Os judeus usaram a palavra no seu sentido geral e não pronunciavam o nome sagrado de Yhwh sob hipótese alguma substituindo-o por 'Adonay, “Senhor” Do Senhor não está no hebraico porque entendia-se que “o nome”, hashshem, neste contexto referia-se ao Senhor.
12. Até que se lhes fizesse declaração pela boca do Senhor. Até esse momento não havia especificação quanto ao castigo por blasfêmia contra o nome de Deus.
14. Porão as mãos sobre a cabeça dele. Uma vez que o pecado do homem poderia ter envolvido toda a comunidade no castigo, a culpa que poderia haver na comunidade foi transferida para o pecador pela imposição de mãos. (Cons. 16:21, onde os pecados da comunidade foram simbolicamente transferidos para o “bode expiatório”.) Ele era então executado pelo povo.
15,16. Estes versículos declaram a lei que foi naquela ocasião ordenada por Deus com referência ao pecado que foi cometido. Levará sobre si o seu pecado. Assumirá toda a responsabilidade e ficará sujeito ao castigo indicado para o caso.
17-21. Recapitulação de um Grupo de Leis Anteriormente Ordenadas.
Para declaração anterior das leis veja Êx. 21:12 e segs. A situação em 24:18 é, contudo, indiretamente tratada na passagem de Êxodo.
17,18. Quem matar a alguém é, literalmente, aquele que destruir a alma (nepesh) de qualquer homem. No versículo 18 encontra-se a mesma construção geral: “aquele que destruir a alma de um animal, restitui-la-á, alma por alma”. O animal da E.R.A. é preferível à vida por vida mais literal da E.R.A. (cons. v. 21a).
19,20. Cons. Êx. 21: 24, 25. Olho por olho, dente por dente. Esta lei de retaliação, lex talionis, foi mencionada por Jesus Cristo em Mt. 5:38 e segs., quando condenou, não o princípio envolvido aqui, mas o espírito da retaliação e vingança que mais provavelmente se lhe associava.
22. Uma e a mesma lei havereis. O princípio mencionado no versículo 16 destaca-se aqui. A lei devia ser aplicada ao estrangeiro como também ao israelita. 

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