2017/01/05

Explicação de Deuteronômio 1

Explicação de Deuteronômio 1

Explicação de Deuteronômio 1



Deuteronômio 1 

Cap. 1-4 Esta seção aborda primariamente o primeiro discurso de Moisés, no qual ele apresenta um retrospecto histórico sobre a orientação dada pelo Senhor (1.6-3.29) e uma exortação para que o povo fosse obediente.
Cap. 1 Há uma introdução ao livro (1-5), seguida pelo retrospecto de Moisés acerca da orientação dada pelo Senhor desde Horebe até Cades (6.46).
1.1 Palavras que Moisés falou. Esta é a primeira de diversas observações que mostram que as palavras foram, originalmente, proferidas oralmente; depois é que foram escritas (17.18; 31.9). Dalém do Jordão. A referência aqui é à margem oriental do rio.
1.3 No ano quadragésimo. Era um período de transição. Deuteronômio é obra que assinala a transição para uma nova geração, para uma nova possessão, para uma nova experiência (novo modo de vida), e para uma nova revelação de Deus a revelação de Seu amor (7.8, etc.).
1.5 Lei. Essa palavra pode ser usada para abarcar o escopo inteiro da revelação divina. No presente caso refere-se aos discursos que se sequem e, em Deuteronômio de um modo geral, a toda ou parte da doutrina ensinada por Moisés. Neste livro, encontra-se apenas no singular, a provar que se trata de um todo único e não de uma simples coleção. Com o decorrer dos tempos foi a palavra generalizada para indicar o Pentateuco (Ed 7.6; Mt 12.5) ou mesmo todo o Antigo Testamento (João 10.34; 15.25).
1.6 Tempo bastante. Os anos durante os quais vaguearam foram anos de disciplina. Deus sabe exatamente de que disciplina carecemos, que dificuldades devemos suportar e quanto podemos resistir. Seu propósito é conduzir-nos da aflição para o descanso e a paz.
1.7 Desde tempos remotos, a Palestina era conhecida como terra de Canaã e seus habitantes como cananeus (Gn 10.19; 12.6). Os amorreus penetraram em Canaã vindos do norte, e se estabeleceram na região montanhosa de ambos os lados do Jordão. Aqui a palavra “cananeus” refere-se aos que viviam na planície.
1.8 Com juramento, Hb 6.12-20.
1.16 O estrangeiro, A palavra hebraica usada é ger. Na organização política de Israel destacavam-se quatro classes: os descendentes dos patriarcas, incluindo os “anciãos” e ”príncipes”; os “estrangeiros” (no heb, ger), quando, provenientes de outras nações, passavam a residir entre o povo eleito; os “peregrinos” (no heb, tosbab), geralmente provenientes dos povos conquistados; e, finalmente, os “servos”, que podiam ser comprados ou nasceram na casa. Além destes, contavam-se ainda os “estrangeiros” (no heb, nokhrt, cf. 17.15) que só temporariamente habitavam entre os israelitas, para comércio ou outros negócios. Seja como for, o estrangeiro devia ser tratado como um irmão. O cuidado por todos aqueles cuja posição podia ter sido motivo de humilhação é uma das características mais acentuadas do Deuteronômio. Que contraste entre os códigos do Egito e da Babilônia.
1.21 Sobe, possui-a. As Escrituras sempre nos encorajam a “possuir”. Muitos crentes vivem na pobreza espiritual e na derrota porque deixam de se apossar de tudo quanto Deus preparou para uma vida vitoriosa. Não temas. O temor ao Senhor deveria dissipar o temor ao homem (3.2, 22; 20.3, 4; 31.6, 8).
1.25 É terra boa que nos dá o Senhor. O fato de que a terra era uma dádiva de Deus permeia o livro inteiro e é parte essencial de sua mensagem. Respeitar-se-ão, todavia, as antigas fronteiras (19.14) e a santidade do lugar(21.23), mas não serão esquecidas as promessas da vitória (27.2, 3), as bênçãos (15.4), e mesmo avisos de vários gêneros (28.52).
1.28 Maior e mais oito. Os inimigos do povo de Deus eram poderosos. Cf. Ef 6.12. Mas Deus não quer que Seu povo lute contra o inimigo apenas com suas próprias forças. Fortificadas até aos céus. Escavações recentes vieram demonstrar que na Palestina muitas eram as cidades anteriores ao período mosaico, fortificadas com altas muralhas, as quais dava acesso uma única entrada construída em declive.
1.32 Nem por isso crestes. O pecado que expulsou Israel de Canaã (Hb 3.19) e que expulsa o pecador do céu (Jo 3.18, 36) é a incredulidade. É um pecado contra o remédio para o pecado.
1.37 Contra mim se indignou. Os juízos de Deus são imparciais. O incidente é mencionado aqui porque suas consequências foram a exclusão de Moisés de Canaã, juntamente com a expulsão da geração mais antiga (cf. 5.35). Cf. 34.10n.
1.38 Josué... entrará. No anúncio do julgamento houve também a manifestação da misericórdia de Deus. Calebe (36) e Josué haveriam de ser poupados, como também toda a segunda geração de Israel (38, 39).
1.45 Não nos ouviu. O Senhor não aceita nem atende os que se aproximam dele na incredulidade.
1.46 Muitos dias. As tristes consequências da incredulidade: quarenta anos no deserto, quando poderiam ter chegado ao seu destino em onze dias (2)! • N. Hom. Pecados graves que devem ser evitados: 1) A desobediência e a rebeldia contra Deus (26); 2) Acusar a Deus de ter errado (27); 3) A incredulidade (32). • N. Hom. Características do servo fiel de Deus: 1) Desejo de ver o povo experimentar as bênçãos de Deus (11); 2) Cuidado para que todos sejam tratados com equidade (17); 3)Confiança que o Senhor suprirá as necessidades do povo (29, 30); 4) Franqueza ao apresentar ao povo, os pecados deste (32). • N. Hom. Pecados que levam à derrota certa: 1) Confissão sem arrependimento autêntico (41a); 2) Presunção sob o disfarce de zelo (41b, 43b); 3) Esforço sem auxílio divino (42, 43).

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