Explicação de Deuteronômio 28

Explicação de Deuteronômio 28

Explicação de Deuteronômio 28





Deuteronômio 28 

Cap. 28 Tendo concluído suas instruções sobre o segundo estágio da renovação do pacto (cap. 27n), Moisés agora proclama, perante o povo, as bênçãos decorrentes dá obediência (1-14) e as maldições oriundas da desobediência (15-68). Durante os últimos quarenta anos, Israel já havia se mostrado propenso à apostasia. A ênfase dessa passagem, portanto, recai sobre as maldições e não sobre as bênçãos. Se o leitor se admirar com a extensão e a severidade das maldições proferidas, lembre-se que algumas das expressões utilizadas pelo Senhor Jesus não eram menos severas. No entender de Moisés, não passavam de avisos de misericórdia que, se escutados, teriam poupado a Israel muitos dissabores, muita miséria. Recorde-se a história dos judeus até ao presente - que amargo comentário desses passos de Deuteronômio.
28.1-14 As seis bênçãos de 3-6 têm seu paralelo nas seis maldições de 16-19. Note-se a disposição da matéria. As bênçãos tratam de: 1) Relações estrangeiras de Israel (7); 2) Relações domésticas (8); .3) Relações espirituais (9, 10); 4) Relações domésticas (11, 12a); 5) Relações estrangeiras (12b, 13). Se Israel fosse fiel, em suas relações com Deus, prosperaria em todos os sentidos, Desfrutaria de abundância na própria pátria e seria bem sucedido em todo encontro militar ou comercial, com outras nações.
28.1 Te exaltará sobre todas as nações. Esse era o propósito de Deus para Seu povo. Seu cumprimento dependia da obediência deles. Tinham de agir de modo singular, entre as nações da terra.
28.3-14 Notar o contraste entre a natureza dessas bênçãos e a frase de Novo
Testamento, “toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais” (Ef 1.3).
28.10 Chamado pelo nome do Senhor. Isso significa que eram povo de Deus e, portanto, estavam sob Sua proteção, cf. Is 63.19; Pv 18.10.
28.15-68 O resultado final da desobediência seria a expatriação dos israelitas da sua herança, e a perda da sua posição como povo de Deus.
28.15 Te alcançarão. Não há modo de escapar de Deus, senão correndo para Ele, nem se pode fugir de Sua justiça senão fugindo para a Sua misericórdia.
28.20 Me abandonaste. A violação do primeiro mandamento era a essência do pecado de Israel. Note-se como essas palavras de Moisés passam, quase imperceptivelmente, para as de Deus como frequentemente sucede nos escritos proféticos (cf. 29.5).
28.22 Até que pereças. O resultado final da epidemia (21, 22a), da seca (22b-24) e da guerra (25), seria a destruição de Israel.
28.23 Bronze... ferro. Essa seria a aparência do céu e da terra, porque as chuvas seriam interrompidas e assim seriam somente poeira.
28.26 Aves... animais. Que degradação! O homem, que recebeu autoridade sobre o reino animal, sendo devorado pelas aves e animais. Ap 19.17, 18 pinta a condenação da humanidade rebelde como uma festa em que homens mortos são devorados pelas aves. 28.27-35 O arranjo das maldições é semelhante ao das bênçãos em 7-12: 1) Doença incurável (27); 2) loucura (28); 3) Opressão contínua (29); 4) Frustrações (30-32); 5) Opressão contínua (33); 6) Loucura (34); 7) Doença incurável (35).
28.28 Os juízos de Deus podem chegar à mente do homem, para enchê-la de trevas e horror.. e o pior dos juízos é aquele que faz o homem se constituir em terror para si mesmo, e na sua própria destruição.
28.29 Este versículo revela a incapacidade total do homem, mesmo em meio às circunstâncias mais ideais; é a loucura (vv. 28 e 34), no sua forma mais terrível e mais comum, a esquizofrenia, que produz esta enfermidade da personalidade.
28.30 Este versículo representa a frustração total dos mais nobres sonhos do homem, a frustração dos seus melhores esforços.
28.32 Saudades. Especificamente, saudades que nunca se poderão “matar”, num desespero onde não há saída.
28.36 Servirás a outros deuses, feitos de madeira e de pedra. Na idolatria, o homem adora criaturas que lhe são inferiores, em vez de adorar ao Criador, que lhe é superior. 28.46 Eles seriam um sinal do julgamento divino e uma maravilha que provocaria estupefação, cf. 13.2n.
28.47,48 O argumento é que se era difícil demais obedecer aos mandamentos de Deus, que são a plenitude da vida, da alegria e da prosperidade daqueles que neles andam, muito mais pesados vão ser os mandamentos dos inimigos, que se deleitam em torturar seus prisioneiros assim como Satanás tortura os prisioneiros do pecado.
28.49-57 É um quadro profético da desolação e degradação a que Israel viria a ser reduzido. Tempos de angústia frequentemente revelam a depravação daqueles que, em tempos normais, são considerados retos, mimosos e delicados (54-56). Esta cena se cumpriu nos certos de Samaria (2 Rs 6.28) e de Jerusalém (Lm 2.20, 22).
28.58 A finalidade da Lei de Deus é levar os homens ao temor de Deus, que, sendo o princípio de toda a sabedoria (Pv 9.10), é a fonte vital da vida humana. A própria palavra Lei (heb tôrâh), fala em “guiar alguém até o alvo” (que é Deus). Da mesma maneira, o evangelho foi escrito para que creiamos que Jesus é o Cristo, o filho de Deus, e, crendo, tenhamos a vida eterna, Jo 20.31.
28.64 O Senhor vós espalhará. A desobediência traria não só a derrota, mas também o exílio. Essas palavras se cumpriram na queda de Samaria, em 722 a.C., e na queda de Jerusalém, em 586 a.C. Foram novamente cumpridas quando Tito transportou muitos judeus ao Egito, após a destruição de Jerusalém, em 70 d.C. Esse notável aviso sobre o exílio foi dado antes mesmo de Israel ter entrada em Canaã. Só pela inspiração divina, Moisés poderia ter previsto de modo tão claro o resultado da desobediência.

28.68 Voltar ao Egito. Israel fora redimida da escravidão do Egito, mas muitos deles, que repudiariam seu Salvador, cairiam novamente em escravidão, cf. Os 8.13. No início da era cristã havia muitos judeus vivendo no delta do Nilo. • N. Hom. O Contraste dos dois caminhos (cf. 30.15ss, Mt 7.13, 14): 1) Da obediência e da bênção (1-14) - Servindo a Deus com alegria e abundância (47); a alegria de Deus em fazer o bem (63a); 2) Da desobediência e da ruína (15-68) - Servindo ao inimigo em objeção (48); a alegria de Deus em fazer perecer (63b). • N. Hom. O nome de Deus é glorioso (58), e o modo como é usado nos revela verdades importantes a Seu respeito. 1) Deus é vivo (5.26), em contraste com os deuses materialistas de nossa era; 2) Ele revelou-se às gerações passadas (6.3); 3) Ele é supremo (10.17; cf. Ap 19.16); 4) Ele é seguro, imutável e digno de confiança (32.4; cf. 1 Co 10.4); 5) Ele é eterno (33.27); 6) Ele entra em relacionamento pessoal com Seu povo (“o Senhor teu Deus” - esta expressão é comum, 28.1, etc.).


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