Salmo 9 — Estudo Devocional

Salmo 9 — Estudo Devocional

Salmo 9 — Estudo Devocional





Salmo 9

Estes dois salmos (Salmos 9 e 10) formam uma unidade, um poema alfabético (acróstico) parcial, em que os versos seguem a sequência do alfabeto hebraico, num belo exemplo de como o louvor — e também o lamento — podem ser expressos de forma artística, trabalhada e detalhada com es- mero. Veja o quadro “Para começar a louvar”.

9.1-2 eu te louvarei com todo o coração. O salmista, cheio de alegria, louva a Deus com todo o coração, dá testemunho de suas maravilhas, dá gritos de alegria e canta hinos em honra dele, confiado na sua justiça (veja quadro “Para começar a louvar”).

9.3-6 tu és um juiz justo. Ele louva a Deus porque por experiência própria o conhece como justo juiz, que faz justiça, repreende e profere a sentença contra seus inimigos. Estes, ao tentarem escapar da presença de Deus tropeçam e são alcançados por seus juízos. É bom saber e recordar que Deus é o justo juiz (vs. 4,7-8) que acolhe os que nele se refugiam (9-10). Através da oração podemos trazer-lhe nossas inquietações e causas, que ele nos defenderá. Há os que sofrem por questões políticas e conflitos armados; muitos hoje se encontram exilados, humilhados pelos poderosos e intimidados por bandidos. Podemos estar aflitos por pressões de ordem financeira, jurídica, ou outra qualquer. As Escrituras demonstram repetidamente que os maus não se firmarão, mas o justo, o humilde e o pacífico serão abençoados (Mt 5.3-12). Assim, firmados nas palavras do nosso misericordioso e justo Deus, sigamos nossa caminhada com esperança: ele é a fonte de nossa alegria (v. 2).

9.7-10 Rei para sempre. O salmista contrasta a brevidade da vida dos inimigos do povo de Deus e a permanência eterna de Deus como rei e juiz supremo, que julga com justiça, profere sentenças corretas e defende e protege os oprimidos em tempos de angústia. Por isso, os que conhecem e buscam a Deus depositam sua confiança e esperança nele, pois ele nunca os abandona.

9.11-12 anunciem às nações. Somos convidados a louvar ao Senhor e a testificar aos povos vizinhos sobre sua bondade e misericórdia para com os que sofrem, e sobre seu juízo e castigo para os que maltratam e fazem violência aos necessitados.

9.13-14 tem compaixão de mim. Estes versos ecoam o clamor de um necessitado que pede compaixão em suas aflições e que, ao ser liberto de seus perseguidores, dará testemunho de que Deus é digno de louvor e expressará sua felicidade por ter sido salvo. Repare como a certeza da intervenção futura de Deus nos anima a suportar o presente.

9.15-18 os maus caem nas suas próprias armadilhas. O salmista apresenta os resultados da má conduta dos que não levam Deus em conta: os maus cairão em suas próprias armadilhas, e ficarão presos nas redes que eles mesmos esconderam. Os que se esquecem de Deus irão terminar no reino da morte, porém os pobres não serão esquecidos, nem perderão sua esperança.

9.19-20 são simples criaturas mortais. O salmista termina sua oração pedindo a Deus que ponha um fim no orgulho das pessoas, que os chame a juízo, os faça tremer em sua presença e reconhecer que não passam de simples mortais. Davi não procura fazer justiça por suas próprias mãos, mas somente apresenta seu caso ao melhor juiz do mundo, e espera nele. O fato dele expressar a Deus todos os sentimentos de dor, frustração, rejeição e falta de aceitação sobre uma situação específica, e depois esperar que Deus faça justiça, é um convite e um exemplo a seguir — façamos o mesmo!

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