terça-feira, 14 de julho de 2009

Posted by Eduardo G. Junior In | No comments
comentario da carta de tiagoSe algum homem achar que é adorador formal...

Alguém talvez imagine ser devoto, e estar plenamente dedicado a Deus. Talvez faça até mesmo algumas obras justas, parecendo aos seus próprios olhos como sendo adorador que empenha todo o coração. Contudo, pode haver uma grave falha na sua conduta — falha que poria seriamente em dúvida sua afirmação de ser cristão. Todo o modo de vida do cristão deve harmonizar-se com a “palavra” da verdade. Isso deve vir do coração, não ser mera aderência a certas formalidades ou a uma rotina prescrita. O que realmente vale é a avaliação que Deus faz dele, não a sua própria. (1 Cor. 4:4)


Contudo não refrear a sua língua...

O defeito sério que Tiago menciona aqui é não se controlar a língua quanto a falar o que é mau. Isto incluiria conversa caluniosa, crítica, declarações irrefletidas, lisonjas, raciocínios enganosos, e assim por diante. Não importa qual o pretexto, sua maneira de falar o condena como hipócrita. Os fariseus eram justos aos seus próprios olhos, mas com a língua lisonjeavam, mentiam, procuravam a sua própria glória e falavam mal dos que consideravam inferiores. (Mar. 12:38-40; João 7:47, 48; veja Romanos 3:10-18.)

Mas prosseguir enganando seu próprio coração...

Considerar-se alguém justo aos seus próprios olhos resulta em enganar a si mesmo. O cristianismo requer que os membros de nosso corpo, inclusive a língua, sejam controlados. ‘Todo pensamento deve ser trazido ao cativeiro e feito obediente ao Cristo.’ (2 Cor. 10:5) Portanto, quem pensa que está vivendo como cristão e ainda assim deixa sua língua ser desenfreada, para o prejuízo de outros ou seu próprio, engana-se a si mesmo. Ele pode ter muitas aptidões, e até mesmo zelo e benevolência externa. Mas ele realmente não reconhece o que significa ser cristão. (1 Cor. 13:1-3) Ninguém que ainda se entrega a alguma prática que desonra a Deus pode ser servo devoto Dele. Tiago diz mais sobre a língua, no capítulo 2.

A forma de adoração de tal homem é fútil...

Visto que há um grande defeito na conduta dele, sua adoração não é aceitável ao Senhor. Não é realmente adoração de Deus, mas apenas formalismo, contaminado pela falta de controle da língua. Tal suposta adoração é maculada, impura, e, portanto, fútil ou vã. Veja Ageu 2:14, onde o profeta mostra que a negligência de Israel quanto à reconstrução do templo tornou todas as suas obras impuras do ponto de vista de Deus. Eles tinham uma forma de adoração, mas ela não era de valor algum aos olhos de Javé.

A forma de adoração que é pura e imaculada do ponto de vista de nosso Deus e Pai é esta...

A referência feita é à adoração que Deus encara como “pura”, limpa, santa e “imaculada”, sem mancha de qualquer maldade. Além de ser o Deus dos cristãos, Javé é também seu Pai, porque os gerou por meio de Seu Espírito, para serem seus filhos. Tiago não procura dar uma definição plena da verdadeira adoração, com todos os seus requisitos; ele não está dizendo que cuidar das viúvas e dos órfãos, e manter-se imaculado do mundo, é tudo o que esta envolvido na verdadeira adoração. Ele está mostrando que o genuíno serviço prestado a Deus é mais do que uma formalidade, cumprida segundo regras fixas, mas que ele atinge o coração, incluindo a pessoa inteira e envolvendo tudo na sua vida, inclusive compadecimento com os outros e amor a eles. (1 João 3:18)

Cuidar dos órfãos e das viúvas na sua tribulação...

Um sinal distintivo dos verdadeiros cristãos é a preocupação ativa com os necessitados, inclusive os órfãos e as viúvas, que amiúde se encontram entre os afligidos que sofrem tribulação. (Gál. 2:10) O cristão deve estar disposto e ansioso de ir em auxílio deles. A dádiva cristã com a motivação correta é de grande valor aos olhos de Deus (2 Cor. 9:6-15; Heb. 6:10; 13:16) Deus revela-se como Protetor do menino órfão de pai e da viúva. (Deu. 10:17, 18; Sal. 68:5)

Desde o começo, a primitiva congregação cristã tomou interesse especial em fazer provisões para as viúvas. (Atos 6:1-6) Jesus mostrou na parábola das ovelhas e dos cabritos que o amor e o serviço bondosos presta-los aos mínimos dos irmãos de Cristo que estiverem em necessidade fornece uma base para um julgamento favorável. (Mat. 25:35, 36, 45) O apóstolo Paulo admoestou: “Realmente, então, enquanto tivermos tempo favorável para isso, façamos o que é bom para com todos, mas especialmente para com os aparentados conosco na fé.” (Gál. 6:10; 1 João 3:14-18; Tia. 2:14-17) A preocupação com os de condição humilde e necessitados inclui também falar consoladoramente com a consolação que as Escrituras provêem. Isto se mostrará espiritualmente edificante. (1 Tes. 5:14; 2 Cor. 1:3-5)

E manter-se sem mancha do mundo...

O “mundo” aqui, como em muitos outros lugares da Bíblia, refere-se aos homens em geral, que não servem a Deus, mas que ‘jazem no poder do iníquo’. (1 João 5:19) O cristão deve distinguir-se do mundo, visto que não deve fazer parte dele. (João 17:14) Devemos refrear-nos da violência e da corrução do mundo, não participando de sua política divisória, de seu nacionalismo ou de suas tramas injustas. Também, não podemos ser cristãos genuínos se adotarmos alguma atitude, conversa ou conduta em desacordo com a vontade de Deus.

Adotar um proceder paralelo ao do mundo, fazendo as coisas injustas dele mesmo sem ter associação direta com as pessoas do mundo, seria igualmente corruto aos olhos de Deus. Ainda ficaríamos maculados e manchados pelo mundo. (Rom. 12:2) Deve-se ter em mente que tal coisa é possível até mesmo na congregação, conforme Paulo advertiu a Timóteo: “Ora, numa casa grande não há só vasos de ouro e de prata, mas também de madeira e de barro, e alguns para fim honroso, mas outros para fim sem honra. Portanto, se alguém se mantiver livre destes últimos, será vaso para fim honroso, santificado, útil para o seu dono, preparado para toda boa obra. Por isso, foge dos desejos pertinentes à mocidade, mas empenha-te pela justiça, pela fé, pelo amor, pela paz, ao lado dos que invocam o Senhor dum coração puro.” (2 Tim. 2:20-22)

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