2016/10/15

Hebreus 4:1-16 — Comentário de Matthew Henry

Comentário de Hebreus 4



Hebreus 4

Comentário de Hebreus 4:1-10

Os privilégios que temos com o evangelho são maiores que os que existiam embaixo da lei de Moisés, embora em substância foi pregado o mesmo evangelho em ambos Testamentos. Em todo tempo tem havido muitos ouvintes que não souberam aproveitar; e a incredulidade está na raiz de toda esterilidade quando se está embaixo da palavra. A fé do que ouve é a vida da palavra. Uma triste consequência do descuido parcial e uma confissão vacilante e relaxada é que, frequentemente, faz com que os homens não a alcancem. Então, ponhamos diligência para que tenhamos uma entrada clara no Reino de Deus.

Como Deus terminou sua obra, e então descansou, fará que os que creem acabem sua obra e depois desfrutem seu repouso. Evidente é que resta um dia de descanso para o povo de Deus, mais espiritual e excelente que o do sétimo dia, ou aquele ao qual Josué guiou os judeus. este repouso é um descanso de graça, consolo e santidade no estado do evangelho. Repouso em glória é onde o Povo de Deus desfrutará afinal de sua fé e do objeto de todos seus desejos. O repouso é sem dúvida o descanso celestial que resta para o povo de Deus e que se opõe ao estado de trabalhos e transtorno deste mundo. É o repouso que obterão quando o Senhor Jesus aparecer desde o céu. Porém, os que não acreditam nunca entrarão neste descanso espiritual, seja o de graça aqui ou o de glória no além. Deus sempre tem declarado que o repouso do homem está nEle, e que seu amor é a única felicidade

verdadeira da alma; e a fé em suas promessas, por meio de seu Filho, é o único caminho para entrar naquele repouso.

Comentário de Hebreus 4:11-16

Note-se a finalidade proposta: repouso espiritual e eterno; o descanso de graça aqui, e o da glória no além; em Cristo na terra, com Cristo no céu. Depois da tarefa devida e diligente virá o repouso doce e satisfatório; o trabalho de agora fará mais prazeroso o repouso quando chegar. Trabalhemos e estimulemo-nos os uns aos outros a sermos diligentes no dever.

As Sagradas Escrituras são a palavra de Deus. quando Deus a instala por seu Espírito, convence poderosamente, converte poderosamente e consola poderosamente. Faz que seja humilde a alma que tem sido orgulha por muito tempo; o espírito perverso seja manso e obediente. Os hábitos pecaminosos que se tornaram naturais para a alma, estando profundamente arraigados nela, são separados e cortados pela espada. Deixará ao descoberto diante dos homens seus pensamentos e propósitos, as vilezas de muitos, os maus princípios que os impulsionam, as finalidades pecaminosas para as quais agem. A palavra mostrará ao pecador todo o que há em seu coração.

Aferremo-nos firmemente às doutrinas da fé cristã em nossas cabeças, seus princípios vivificantes em nossos corações, sua confissão franca em nossos lábios, e submetamo-nos a eles em nossas vidas. Cristo executou uma parte de seu sacerdócio na terra ao morrer por nós; executa a outra parte no céu, alegando a causa e apresentando as ofertas de seu povo. a critério da sabedoria infinita foi necessário que o Salvador dos homens fosse um que tivesse o sentimento de companheiro que nenhum ser, salvo um congênere, poderia ter, e portanto era necessário que experimentasse realmente todos os efeitos do pecado que pudessem ser separados de sua verdadeira culpa real. Deus enviou a seu Filho a semelhança da carne do pecado (Rm 8.3), porém, quanto mais santo e puro era Ele, menos disposto deve ter estado a pecar em sua natureza, e mais profunda deve ter sido a impressão de seu mal; em consequência, mais preocupado deve ter estado Ele por livrar a seu povo da culpa e poder do pecado.

Devemos animar-nos pela excelência de nosso Sumo Sacerdote para ir diretamente ao trono da graça. A misericórdia e a graça são as coisas que queremos; misericórdia que perdoe todos nossos pecados, e graça que purifique nossas almas. Além de nossa dependência diária de Deus para as provisões presentes, há temporadas para as quais devemos prover em nossas orações; tempos de tentação seja pela adversidade ou a prosperidade, e especialmente em nosso momento de morrer. Temos de ir ao trono de justiça com reverência e santo temor, mas não como arrastados, senão como convidados ao trono de misericórdia onde reina a graça. Temos denodo somente pelo sangue de Jesus para entrar ao Lugar Santíssimo; Ele é nosso Advogado e tem adquirido todo o que nossas almas possam desejar ou querer.

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